TELLY SAVALAS - KOJAK E SEUS GRANDES FILMES:

 

                                                                                                                                                          

18082017 - DRAMÁTICO REENCONTRO NO POSEIDON - À VENDA:

Sob a batuta do produtor e diretor Irwin Allen, Michael Caine, primeiro convenceu seu colega Karl Malden e a passageira Sally Field a entrarem no navio esperando reclamar os direitos pelo resgate, mas milagrosamente eles encontraram mais sobreviventes. Mas outros intrusos também chegaram no local, liderados pelo sinistro Dr. Sefan Suevo (Telly Savalas). Só que ele está atrás da valiosíssima cara de plutônio, e não se importa de matar para consegui lá.

15062017 - TELLY EM "MERCENÁRIOS DE DIAMANTES". NÓS VENDEMOS O BLU-RAY LEGENDADO EM PORTUGUÊS:

16042017 - TELLY SAVALAS NA 6A. TEMPORADA DE "KOJAK":

16042017 - TELLY CANTA "IF":

                                                                                                                                                    

16042017 - BEAU GEST - LEGENDADO:

Michael “Beau” Geste deixa a Inglaterra em desgraça e alista-se na infame Legião Francesa. Reencontra seus dois irmãos no norte da África, onde eles enfrentarão perigos, desde seu comandante sádico até os rebeldes árabes.

16042017 - TELLY, COMO KOJAK, NO EPISÓDIO "A GAROTA DO RIO" - 1A. TEMPORADA:

15032017 - 007 COM TELLY:

24032017 - TELLY NOS ÚLTIMOS FILMES DE KOJAK: 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                

20012017 - KOJAK - CINCO TEMPORADAS (1973 - 1978):

14102016 - FOTOS DO FILME "UM GOLPE EM BERLIM" - A VENDA - COM LEGENDAS - INFORMAÇÕES: lee1965@bol.com.br

18082016 - PANCHO VILLA:

A chave para curtir os acertos de “Pancho Villa” (EUA/Espanha/Inglaterra, 1972) é não tentar entendê-lo como uma tentativa de exibir em filme uma versão do famoso episódio da invasão norte-americana cometida pelo lendário revolucionário mexicano. O cineasta espanhol Eugenio Martín não queria fazer uma biografia e nem uma versão ficcional daquele momento histórico, tão simbólico para o povo do México. Martín queria produzir uma sátira, nos moldes do que Stanley Kubrick fez na obra-prima “Dr. Fantástico” (1964). E conseguiu.

O tom farsesco conseguido pelo longa-metragem de 1972 persegue, com afinco, o mesmo registro cômico que Kubrick ousara imprimir em celulóide, oito anos antes. Mas que fique claro: Eugene Martín não é Stanley Kubrick, e não teve a mesma perícia do diretor de “Laranja Mecânica” em um projeto tão delicado. Afinal, um dos maiores trunfos de “Dr. Fantástico” é que o filme jamais se assume como comédia, deixando no espectador uma espécie de gargalhada suspensa, um registro realmente difícil de obter. Kubrick enfrentou o desafio com perfeição. Já Martín fez um filme irregular.

O projeto, apesar de desenvolvido nos Estados Unidos, tem algumas qualidades. A primeira delas é o elenco. Telly Savalas (o detetive careca Kojak), apesar de parecer completamente inadequado para interpretar um mexicano, por não falar espanhol e nem ser fisicamente parecido com o verdadeiro Pancho Villa, faz um ótimo trabalho. Ele sabe que está em uma sátira, mas jamais cai na tentação do exagero – não tenta, por exemplo, falar espanhol com sotaque, o que seria vergonhoso e deporia contra o filme.

Outro destaque no elenco é o antagonista Chuck Connors, que faz o Coronel Wilcox, homem encarregado de perseguir Villa após a invasão de uma pequena cidade norte-americana. Connors é o protagonista da melhor cena do longa-metragem, um jantar no quartel em que tenta a todo custo expulsar uma mosca do refeitório militar. A seqüência demonstra claramente a influência dos chamados faroestes espaguete (os westerns exagerados e estilosos filmados na Itália, na mesma época) sobre o filme. É inclusive usando a mesma técnica tosca de dublagem que Eugenio Martín dribla outros problemas de elenco, substituindo as vozes de personagens equivocados e dando ao todo um timbre burlesco.

Devido a problemas de produção, o filme se tornou um exemplar obscuro que cinema independente, sem pertencer à linhagem nobre dos faroestes norte-americanos e nem aos primos bastados que eram produzidos às pencas na Europa da época. Sem pertencer a uma turma, “Pancho Villa” acabou ridicularizado e jogado na obscuridade. Apesar d ser um filme irregular, trata-se de diversão descompromissada de algum interesse histórico.

Um parêntese especial deve ser mencionado: o episódio histórico que o longa-metragem ficcionaliza – a invasão do bando de Villa aos EUA – é real, e aconteceu em março de 1916. Durante cinco horas, aproximadamente 500 seguidores de Pancho Villa atravessaram a fronteira, investiram contra um forte militar e saquearam a cidade de Durango, na fronteira com o Texas. O fato foi essencial para a perpetuação do mito de Villa, que já havia se transformado de ladrão de gado em revolucionário, muito querido pela população por desafiar os poderosos norte-americanos. A invasão provocou uma expedição punitiva que envolveu 10 mil soldados dos EUA, durou 10 meses e não deu em nada. Mas o filme de Gene Martín não enfoca essa segunda parte da história.

O DVD da Aurora marca a primeira vez que o longa-metragem é lançado no Brasil.


09062016 - KOJAK O CASO BELARUS (1985):

    

O Tenente Theo Kojak com Dana Sutton, uma agente federal formosa, descobri uma conspiração que remonta à ocupação nazista da União Soviética. Fantástico filme.

09062016 - KOJAK O PREÇO DA JUSTIÇA (1987):

 

O detetive  encontra-se atraído por uma mulher enigmática,  que é suspeita no assassinato de seus dois filhos pequenos. O Segundo filme que traz Kojak, agora é ele inspetor. Esta mudança foi pela morte George Savalas, que teve leucemia. Ele fazia o detetive Stravros.

28052016 - BLU RAY KILLER FORCE ou THE DIAMOND MERCENARIES (NO BRASIL "MERCENÁRIOS DE DIAMANTES":

Neste thriller de ação, Telly Savalas interpreta Harry Webb um gênio segurança implacável para um consórcio internacional de diamantes tentando impedir o desaparecimento de milhões de dólares em jóias de uma mina Sul Africano. Peter Fonda é Mike Bradley, que começou a perceber o quão sanguinário seu chefe realmente é. Com sua namorada, Clare, Bradley junta-se com alguns ex-mercenários, Major Chilton, John Lewis e Bopper Alexander para planejar um roubo de diamantes milhões-para-um-probabilidades. Mas Webb é manter a vigilância pesada em todos os acontecimentos e nada vai impedi-lo de destruir todos os envolvidos. direção de alto nível pelo grande Val Guest (The Quatermass Xperiment, O Dia em que a Terra Fogo Preso).

16012016 - KOJAK - ARIANA:

Um dos antigos inimigos de Kojak usa Ariana, uma menina grega nova, como isca para capturar o lendário detetive de Nova Iorque. Enquanto isso, Kojak encontra-se um jovem associado impetuoso.

01042016 - DOIS FILMES DE TELLY FEITOS NO FINAL DOS ANOS 80: 2 FILMES COM "OS DOZE CONDENADOS"

 

122112015 - FUGA PARA ATHENAS:

Durante a Segunda Grande Guerra, os prisioneiros de um campo localizado em uma ilha Grega tentam escapar. O Campo, que é localizado um templo, tem dois comandos: O major da SS Volkmann, que pratica o tradicional e brutal extremismo nazista, e o cavalheiro comandante do campo, major Otto Hecht (Roger Moore), que definitivamente prefere apreciar as coisas boas da vida. Dentre os prisioneiros estão, Blake (David Niven), professor de arqueologia, Bruno Rotelli (Richard Roundtree), cozinheiro Italiano, os artistas americanos Charlie e Dottie DelMar (Stefani Power), e Nat Judson, prisioneiro de guerra. Eles planejam fugir com a ajuda de Zeno (Telly Savalas) chefe da resistência local. Porém, eles não desejam apenas sua liberdade, mas também buscam um incalculável tesouro escondido em um mosteiro no topo da montanha dessa ilha. Para sua fuga, eles tentam persuadir Hecht a unir-se ao grupo em troca de uma parte do tesouro, entretanto, Zeno quer seguir apenas seu plano de objetivos militares porque a invasão aliada se aproxima, e o mosteiro da montanha guarda esconde uma instalação secreta de foguetes dos nazistas.

19072015 - NÃO PERCA AS ÚLTIMAS AVENTURAS DE KOJAK:

08072015 - TELLY:


COM O GRANDE SIR CHRISTOPHER LEE

31072015 - O DETETIVE DE HOLLYWOOD:
AVALIAÇÃO: 3,9

Um ator no final da linha. Ele vira-se para o trabalho de detetive real quando um fã dele implora para ele ajudá-la. Um dos últimos filmes de Telly. Um atuação excelente. Também uma refêrencia a "KOJAK"

31072015 - TELLY E MAX VON SYDOW NO FILME "KOJAK - O CASO BELARUS". AMBOS TRABALHARAM NO FILME "A MAIOR HISTÓRIA DE TODOS OS TEMPOS". TELLY FEZ PONCIOS PILATOS E MAX COMO JESUS CRISTO. MAX FEZ TAMBÉM O PRIMEIRO "O EXORCISTA", ONDE FEZ O PADRE MERRIN. HOJE ELE TÊM 86 ANOS.

30072015 - 007 A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE:

Após interpretar James Bond nos cinco primeiros filmes da franquia, Sean Connery decidiu deixar a série, criando um enorme problema para os produtores Albert R. Broccoli e Harry Saltzman. Coube então ao australiano George Lazenby a dura missão de substituir o agora famoso ator escocês, que já tinha sua imagem totalmente ligada ao agente secreto britânico. Felizmente, Lazenby se saiu muito bem e “007 A Serviço Secreto de sua Majestade” não deve nada aos seus antecessores, merecendo inclusive um lugar de destaque na filmografia de James Bond.

Escrito por Richard Maibaum e Simon Raven com base em romance homônimo de Ian Fleming, “007 A Serviço Secreto de sua Majestade” coloca James Bond (George Lazenby) numa situação inusitada: em troca de informações privilegiadas sobre o paradeiro de Blofeld (Telly Savalas), o líder da SPECTRE que planeja esterilizar todos os seres vivos do planeta, Bond deverá se casar com Tracy (Diana Rigg), uma jovem que ele impediu de suicidar-se e cujo pai, Sir Hilary Bray (George Baker), é quem detém as informações por ele desejadas.

Responsável pela montagem de quatro dos cinco filmes anteriores (a exceção foi “007 Contra a Chantagem Atômica”, o pior entre eles) e tendo atuado ainda como diretor de segunda unidade em “Com 007 só se vive duas vezes”, Peter Hunt já tinha experiência na franquia quando se ofereceu para dirigir “007 A Serviço Secreto de sua Majestade”. Talvez por isso, o longa não se distancie tanto do padrão já estabelecido tanto visualmente quanto em sua estrutura narrativa, ainda que em certos momentos ouse quebrar regras e surpreenda positivamente, como quando Bond finalmente dá um beijo em Moneypenny (Lois Maxwell, sempre simpática). Por outro lado, a evolução do romance entre Bond e Tracy destoa bastante do restante da série, permitindo um melhor desenvolvimento dos personagens que só agrega mais a franquia justamente por trazer um raro arco dramático para o protagonista.

Seja através do luxuoso hotel extremamente bem decorado na França, do escritório em Londres ou da intrigante clínica nos Alpes suíços, o caprichado design de produção de Syd Cain também mantém o padrão da série, transportando o espectador pra dentro daqueles ambientes. Enquanto isto, a fotografia de Michael Reed realça a beleza dos ambientes externos, seja na viva sequência do namoro de Bond e Tracy, seja na empolgante fuga do casal esquiando. A belíssima fotografia é realçada também pelos belos movimentos de câmera de Hunt, especialmente nos lindos Alpes captados em tomadas aéreas impressionantes.

Já a misteriosa clínica ganha cores chamativas que reforçam o tom esotérico do processo de cura aplicado, ilustrando também a empolgação de Bond ao descobrir que o local tinha somente pacientes mulheres. Obviamente, ele ficaria com algumas delas, mas para isto teria que driblar a durona Fräulin Bunt vivida com rispidez por Ilse Steppat. No entanto, o grande alvo de 007 era mesmo Blofeld, que desta vez ganha vida na pele do grande Telly Savalas. Compondo o vilão como um homem culto que usa sua inteligência para manter-se afastado dos holofotes, Savalas trava ótimos duelos verbais com 007 enquanto este finge ser um importante advogado, mantendo outra tradição da série.

Namoro de Bond e TracyMisteriosa clínicaDurona Fräulin BuntMas a grande expectativa em “007 A Serviço Secreto de sua Majestade” era mesmo pela aparição do substituto de Sean Connery na pele de James Bond. Ciente disto, Peter Hunt leva um tempo até finalmente revelar o rosto de George Lazenby na divertida sequência de abertura, que além de prender a atenção do espectador, ainda faz uma excelente piada com a saída de Connery ao trazer o novo 007 dizendo que “isto nunca aconteceu com o outro cara” após Tracy fugir dele. Mantendo a postura elegante nos refinados ternos usados pelo personagem (figurinos de Marjory Cornelius), Lazenby demonstra também agilidade, saindo-se muito bem nas sequências que exigem esforço físico, como nos confrontos com os vilões e na fuga cheia de estilo em que ele esquia na neve. Além disso, o ator consegue manter o sarcasmo e a ironia que tanto marcam o personagem, demonstrando uma autoconfiança inabalável diante de qualquer situação perigosa.

No entanto, existe uma diferença clara entre o James Bond de Connery e o de Lazenby, evidenciada logo na mencionada piada que abre o longa. Enquanto o primeiro exala charme, conquistando praticamente toda mulher que cruza seu caminho, o segundo, mesmo com boa capacidade de conquista, demonstra maior vulnerabilidade diante do sexo oposto, o que facilita sua aproximação e consequente paixão por Tracy. O que? James Bond apaixonado? Você leu certo meu amigo. E esta mudança no personagem é um dos pontos mais interessantes de “007 A Serviço Secreto de sua Majestade”.

A razão para esta mudança atende pelo nome de Tracy e é vivida com muito carisma por Diana Rigg, que inicialmente adota uma postura agressiva que na verdade serve como couraça, escondendo a fragilidade emocional daquela jovem com tendências suicidas. Após conquistar Bond, a garota claramente demonstra mais confiança, surgindo sorridente e encantadora sempre que entra em cena, criando forte empatia com o protagonista. Até por isso, sentimos sua falta quando Tracy se ausenta durante o segundo ato, voltando somente no momento mais crítico para salvar 007 – mais tristes ainda ficaremos no desfecho da narrativa, mas voltaremos a este assunto em instantes.

Fechando os destaques do elenco, temos George Baker vivendo o simpático Sir Hilary Bray, demonstrando total compreensão sobre o que se passa com sua filha desde o início, quando conta a sofrida historia de vida dela para James Bond embalado pela trilha sonora melancólica de John Barry. Barry, aliás, que desta vez acerta também nas composições que embalam as ótimas cenas de ação que, por sua vez, ajudam a fazer de “007 A Serviço Secreto de sua Majestade” um dos grandes filmes da franquia.

Abusando dos cortes rápidos, a montagem de John Glen busca tornar estas cenas ainda mais empolgantes, mas a câmera agitada e o uso frequente do close acabam tornando alguns momentos um pouco confusos, o que não tira o mérito de cenas espetaculares como a fuga do casal esquiando na neve e a perseguição noturna de carro. Além deles, vale mencionar ainda o engenhoso roubo de arquivos num escritório de advocacia na Suíça ainda no início e o empolgante ato final com a explosão da clínica e a perseguição nos trenós.

Postura eleganteEncantadora TracyFuga do casal esquiandoApós baixar a adrenalina, “007 A Serviço Secreto de sua Majestade” nos presenteia com uma cena impensável nos filmes anteriores, trazendo a cerimônia de casamento de James Bond e Tracy – e mesmo gostando do que vemos, é inevitável sentirmos pena de Moneypenny ao vê-la chorando. Só que o final feliz se transforma em pura melancolia quando Bond para na estrada e o carro de Blofeld passa atirando, atingindo sua esposa e levando-a a morte, numa cena que, longe de ser desnecessária ou gratuita, soa totalmente fora de tom por seu enorme peso dramático, levando o espectador da euforia à tristeza em questão de segundos. Mas é justamente na decisão corajosa dos roteiristas de manterem-se fieis ao livro que reside à força desta conclusão, que poderia inclusive preparar o terreno para a continuidade da série com um James Bond mais complexo e tridimensional caso assim os produtores desejassem – e sabemos que não foi o que aconteceu, ainda que a morte da esposa seja mencionada algumas vezes nos filmes seguintes.

Superando a troca de seu ator principal com louvor, “007 A Serviço Secreto de sua Majestade” deu sequência à franquia 007 com dignidade, trazendo novos e interessantes elementos e agregando componentes emocionais ao personagem até então ausentes. Além disso, serviu para provar que, por melhor que Sean Connery seja (e ele é mesmo um grande ator), existia vida após ele.

30072015 - OS DOZE CONDENADOS:

Durante a Segunda Guerra Mundial, um comandante do exército americano tem a missão de treinar e liderar um grupo de 12 condenados pela corte marcial em uma missão que envolve a morte de oficiais alemães. Se eles sobreviverem à missão suicida, terão suas penas relaxadas. Doze soldados condenados à Corte Marcial aceitam uma missão suicida em troca do relaxamento de suas penas. Com Lee Marvin, Ernest Borgnine, Charles Bronson, John Cassavetes e Donald Sutherland, entre outros, "Os Doze Condenados" (The Dirty Dozen, 1967) é o que há de melhor do cinema de guerra. Ganhou o Oscar de melhores efeitos sonoros.
Eles são militares condenados, psicóticos, estúpidos, perdedores e campeões de bilheteria do cinema. Décadas após ter feito furor nas telas, "Os Doze Condenados" permanece como um marco irremovível na história dos filmes de ação. Lee Marvin interpreta um major durão e rude que se oferece como voluntário - à maneira do Exército - para comandar um esquadrão de desajustados em uma missão suicida contra os nazistas.
Charles Bronson, Jim Brown, John Cassavetes, Trini Lopes, Telly Savallas, Donald Sutherland e Clint Walker estão entre os doze prisioneiros que conquistarão a liberdade se sobreviverem à missão. E Robert Aldrich, de "O Que Terá Acontecido a Baby Jane?" (What Ever Happened to Baby Jane?) dirige a película, dosando situações cômicas com seqüências explosivas. Além de levar o Oscar por efeitos sonoros, "Os Doze Condenados" foi indicado por três outras categorias, sendo melhor ator coadjuvante (John Cassavetes), melhor edição e melhor som.
Na Inglaterra do auge da Segunda Guerra Mundial, na primavera de 1944, as forças Aliadas estão se preparando para a invasão das praias da Normandia, que ficou conhecida como o Dia D. Entre eles está o major John Reisman (Lee Marvin), um oficial da OSS, espécie de CIA de antes da guerra, seu comandante, o general do Exército Worden (Ernest Borgnine), e seu antigo comandante, o coronel Everett Dasher Breed (Robert Ryan). No início do filme, as personalidades dos três homens são mostradas num embate, e as personalidades do individualista Reisman e do dominador Breed são estabelecidas.
O major Reisman (Lee Marvin), um militar especialista nas táticas de guerrilhas e possuidor de um vasto conhecimento em sabotar o inimigo, recebe a ordem de realizar uma missão suicida e muito suja, que se baseia em converter a escória do Exército numa verdadeira tropa de elite. Os escolhidos são 12 soldados americanos condenados por crimes capitais, que cumprem as penas com trabalhos forçados ou esperam pela execução.
A missão consiste em se infiltrar e atacar na véspera do Dia D um 'château' francês perto de Rennes, na Bretanha, utilizado como retiro por altos oficiais alemães da Wehrmacht. Sem ter a completa informação da inteligência, como por exemplo a identidade dos hóspedes, a missão foi concebida por achar-se que a eliminação dos oficiais no alto comando alemão ou no staff senior da Wehrmacht poderia comprometer ou confundir a habilidade de resposta do Exército nazista em tempos de crise.
Uma vez selecionados os homens, o major começa seu treinamento com uma força bruta, mas justa. Com isso, resolve problemas entre os condenados e acaba conquistando a confiança deles. Reisman luta tanto pelos seus homens que chega até a afrontar oficiais de ranking mais alto, apenas para demonstrar que os 12 soldados condenados seguem sendo bons soldados, apesar de seus erros.
Quando chega o momento crucial da operação, todos estão preparados para levar a cabo toda tarefa que resulte no sucesso da missão. Mas o final é sempre inesperado.
A história de "Os Doze Condenados" é contada com toques de fino humor, e conta com atuações soberbas e eficientes de Telly Savallas, o ator que ganhou fama com a série de TV Kojak no Brasil, Charles Bronson, conhecido pela série de filmes "Desejo de Matar", John Cassavetes e o grande Lee Marvin.
O ato final, que parece mais um rodapé de um bom romance, é uma sequência de ação que mostra em detalhes o ataque contra o chateâu francês do alto comando germânico.

30072025 - O EXPRESSO DO HORROR:
AVALIAÇÃO: 4,8

O GRANDE TELLY SAVALAS:

O saudosismo impera quando se assiste Expresso do Horror, principalmente em mim. Lembro-me de criança assistindo a uma dessas infindáveis reprises na televisão. Claro que com o tempo o filme entrou na memória porém com enormes lacunas, e sempre meu primo me falava dessa fita e eu tinha apenas vagas lembranças. Depois mais tarde, em meados dos anos 2000 eu encontrei o VHS de Expresso do Horror (antes de ser lançado em DVD pelo selo Dark Side, da Works Editora) na 2001 Video, e o aluguei para fazer uma sessão nostalgia e assistir de novo.
Outro elemento saudosista que o torna tão especial para mim são as questões familiares. Meus avós por parte de mãe vieram do Leste Europeu, mais precisamente da Ucrânia (meu avô) e da Romênia (minha avó), então eles eram cristão ortodoxos. Pois bem, quando garoto eu e minha família, em alguns domingos específicos, íamos na Igreja Russa Ortodoxa que fica na Vila Alpina, aqui em São Paulo, e o padre russo era I-DÊN-TI-CO ao tal monge maluco que aparece nesse filme. Tá, na verdade quase todos os padres ortodoxos são iguais, barba grande, bata preta, feição sisuda e sinistra, etc, etc. Mas era muito legal fazer essa comparação.
Enfim, devaneios a parte, a trama da história começa em 1906, quando uma expedição arqueológica chefiada pelo Prof. Sir Alexander Saxton (Lee) na Manchúria, encontra congelado o que parece ser o fóssil do elo perdido entre o homem e o macaco. Ao tomar o expresso transiberiano com o espécime antropológico, o Prof. Saxton mal imagina o pesadelo que dará início, pois a criatura acaba escapando dentro do confinado trem e começa a fazer suas vítimas. Com a ajuda do Dr. Wells (Cushing) e do inspetor Mirov (Julio Peña), eles precisam investigar o sumiço do fóssil e a estranha causa das mortes, já que todas as vítimas são encontradas com sinistros olhos esbranquiçados.
Daí por diante começa as presepadas do roteiro (como se isso não fosse o bastante até então). Aos poucos, os dois intrépidos heróis vão descobrindo que na verdade o que habitava o espécime era uma entidade alienígena, que visitou nosso planeta há milhões de anos e ficou presa naquele primata. E entre seus incríveis poderes, está a capacidade de absorver pensamentos, memórias e aptidões de suas vítimas (desde assobiar uma canção irritante até conhecimentos de engenharia e física) e apoderar-se das pessoas, criando cópias perfeitas, mais ou menos como John Carpenter faria dez anos depois em O Enigma de Outro Mundo, utilizando seus malignos olhos brilhantes vermelhos para fazer essa transferência corpórea.
O mais legal de tudo isso é como eles descobrem essas coisas: primeiro através de uma autópsia praticada pelo Dr. Wells, onde ao abrir a caixa craniana da vítima, eles constatam que não há ranhura em seus cérebros, estão lisos como bundinhas de bebê, e pois isso, concluem que todas as memórias foram apagadas (!!!!). Depois, quando finalmente o fóssil é pego e morto (não antes da entidade ser transferida para o inspetor Mirov, que passa boa parte do filme como o vilão), ao estudar o olho do primata em um microscópio, os cientistas veem todas as lembranças anteriores da entidade gravadas em sua retina. Não, você não leu errado. Eles veem através do microscópio, através do olho da criatura, tudo que ele já viu na vida, incluindo desde o inspetor, sua última visão, até dinossauros e a terra vista de cima, daí a conclusão dele ser um alienígena. Não é simplesmente o máximo?
Como se não bastasse, o monge russo, que mais parece o Inri Cristo mais novo, de uma hora para outra resolve virar seguidor de satã (achando que o intruso não é de outro planeta, e sim das profundezas do inferno) e ainda tem a presença do arrogante Capitão Kazan (Savalas), que sobe no trem junto com seus cossacos para colocar ordem na situação, desfilando frases e atitudes completamente escrachadas, graças a sua presença caricata. Ah, isso sem contar o trem de brinquedo que é mostrado toda hora nas cenas externas, sem o menor pudor de tentar usar algum truque de câmera para parecer mais real.
Por fim, o exército junto com o Capitão Kazan toma o trem e começa o massacre final, quando a entidade se apodera do padre russo e começa a transformar a todos, inclusive Kazan, em seres autômatos de olhos brancos, possuídos pela sua força telepática, que ressuscitam como zumbis para aterrorizar o expresso. É um desfile de besteiras que vai tornando o filme cada vez mais divertido, sem nunca realmente ter tentado se levar a sério, e isso que o faz ganhar muitos pontos.
E a dupla Lee/ Cushing está afiadíssima, com diálogos brilhantes, ambos em grandes interpretações, começando como inimigos e depois tornando-se aliados contra o mal comum. Sem dúvida nenhuma, o ponto alto da atuação dos dois é quando o inspetor (já possuído pelo alien) pergunta a eles: “E se um de vocês for o monstro?”, e Cushing responde perplexo: “Monstro? Nós somos britânicos!”. Impagável. Ou seja, desligue o botão da caretice e veja (ou reveja) Expresso do Horror que tenho certeza que será uma experiência incrível. 

30072015 - GENGHIS KHAN:
AVALIAÇÃO: 3,9

Épico com estrelas do cinema do calibre de Omar Sharif (Dr. Jivago), Stephen Boyd (Os Dez Mandamentos), James Mason (Nasce Uma Estrela) e Telly Savalas (Os Doze Condenados).
História do líder Mongol que é considerado o "Príncipe dos Conquistadores", e neste filme veremos um Genghis Khan (Omar Sharif) ainda menino, chamado "Temujin", que sofrerá perseguições do rival Jamuga (S. Boyd), até se rebelar e formar um grande exército que conquistaria todo o Oriente, Ásia e chegaria até às portas da Europa, entre os séculos XII e XIII. Considerado o segundo maior conquistador da humanidade, depois do grego Alexandre, o Grande.

30072015 - REVANCHE SELVAGEM:
AVALIAÇÃO:

Joe Bass é um peleiro de fronteira casca-grossa. A carga de peles conquistada com muito trabalho duro por Joe é capturada por um bando: de Kiowas não muito amigáveis, que a querem trocar por um escravo fugido que capturaram. Como o educado e criado na cidade Joseph, Ossie David está tão determinado a conseguir as suas peles de volta. Junte tudo isso com um bando de predadores escalpeladores liderados Jim Howie junto a uma Kate mascadora de fumo e o inferno está liberado.
 

30072015 - SINDICATO DO CRIME:
AVALIAÇÃO: 3,9

 

A história, ambientada em o que parece ser início do século 20, começa com a Miss Inverno deseja obter um emprego em um jornal, um próprio por Lord Bostwick, interpretado por Telly Savalas (Quem gosta de você, baby?). Seu método para começar seu pé na porta vem sob a forma de informação que ela descobriu sobre a organização internacional misteriosa de pistoleiros, secretamente chamado The Assassination Bureau Limited, que leva comissões para executar pessoas por dinheiro. Bostwick concorda em contratá-la, e, a fim de obter um melhor controle sobre a história, ela entra em contato com o grupo, com o objetivo de encomendar-lhes para fazer uma matança para ela. Ela conhece Ivan e pede que ele seja o alvo.
 

30072015 - UM GOLPE EM BERLIM:

 

 

Milhões de dólares em ouro escondido. Quatro homens desesperados para encontrá-lo. UM CLÁSSICO.
Temos este DVD com legendas em português. Se você qu
iser este filme, entre em contato com o comigo o email:

 

enterthedragon@bol.com.br

 

30072015 – MERCENÁRIOS DE DIAMANTES:
AVALIAÇÃO: 4,0

 

O Chefe de segurança da empresa, Harry Webb (Telly Savalas), teme que um roubo de diamantes está prestes a ter lugar em um grande complexo de mineração no fundo do deserto. Ele rapidamente consegue se tornar muito impopular, especialmente com Claire Chambers (Maud Adams), que é filha do administrador da mina. Ela está visitando o homem que ela ama, Mike Bradley (Peter Fonda), que é responsável pela segurança na mina. Nelson, o administrador meu, dá Bradley uma missão curiosa - para roubar um diamante. Ele quer implicar Bradley, a fim de trazê-lo em contato com um homem que está se preparando para roubar a mina com a ajuda de um grupo de mercenários e um acessório local, conhecido como Pai Natal.

A SÉRIE "KOJAK"!!

 

 

Quem diria que um policial careca e desbocado faria sucesso em meio às diversas séries policiais que infestaram as TVs americanas (e mundiais) nos anos 70...
Eram tempos de um retorno a realidade na TV, quase uma resposta aos seriados de ficção, fantasia e sitcoms dos anos 60, período em que séries como Além da imaginação, Jornada nas estrelas, Perdidos no espaço e até mesmo comédias como Jeannie é um gênio abriram os horizontes da ficção, usando de metáforas para tratar de temas cotidianos.
Cansadas dessa abordagem, os telespectadores passaram a exigir programas mais diretos e capazes de falar francamente de seu mundo, sem recorrer a subterfúgios. A demanda agora era por séries que retratassem a "dura vida das ruas". E os seriados policiais encontraram uma de suas (com o perdão da piada clássica) referências máximas, no calvo em questão.
Sumido por um bom tempo das telas tupiniquins, seu seriado retornou recentemente no canal USA brasileiro, para a alegria dos veteranos que ainda se lembram dele com carinho. No programa, o tenente Theo Kojak era um policial durão que, contrariando seu visual austero, adorava chupar pirulitos pelas ruas de Nova Iorque. Todavia não foi somente seu apreço por guloseimas que o diferenciou das demais séries da época. Columbo, Baretta ou mesmo Starsky e Hutch não compartilhavam de seu sucesso com o público feminino; reflexo de seu estilo "cool" ou, segundo as telespectadoras, de sua sedutora careca.
Nada ortodoxo, Kojak preferia usar das artimanhas das ruas em vez dos métodos burocráticos dos policiais convencionais, valendo-se também de um senso de humor irresistivelmente cínico. Trabalhavam com ele, no 13 distrito de Polícia de Manhathan os detetives Stavros (vivido pelo irmão do protagonista, George Savalas), Saperstein ( Mark Russel ) e Rizzo ( Vince Conti). Completavam o elenco o detective-chefe Frank McNeil (ex-parceiro de Kojak nas ruas, vivido por Dan Fraser) e o tenente Bobby Crocker (Kevin Dobson). Além disso, atores, hoje consagrados, como James Woods e Harvey Keitel, tiveram a oportunidade de figurar no seriado. Apesar de contar com a ajuda de seus colegas, Kojak gostava mesmo era e trabalhar sozinho; até porque poucos parceiros suportavam seu humor ferino por muito tempo.
Kojak apareceu pela primeira vez no telefilme The Marcus-Nelson murders. O sucesso desta produção abriu terreno para a série, na rede ABC, que durou 115 episódios, produzidos entre de 24 de outubro de 1973 e abril de 1978; todos exibidos no Brasil na rede Globo, num passado remoto.
O seriado era protagonizado por Telly Savalas, cujo verdadeiro nome era Aristotle Savalas. Nascido em Long Island, subúrbio de Nova York, era filho de gregos. E engana-se quem pensa que sua careca era um "dom" natural. Savalas raspou a cabeça pela primeira vez em 1965, para fazer o papel de Poncios Pilatos no filme A maior história de todos os tempos. Outros trabalhos importantes foram os filmes Juventude selvagem (com Burt Lancaster), Os doze condenados e Reencontro dramático no Poseidon (dirigido por Irwin Allen). Também enfrentou James Bond no filme 007 a serviço secreto de Sua Majestade, no qual fez o vilão Blofeld. Infelizmente, como este não é considerado um dos melhores da cinessérie, sua personagem não obteve o destaque merecido.
Apesar da carreira de razoável sucesso no cinema, nunca se livrou do estigma de sua personagem mais popular (Não que isso o incomodasse). Sua atuação na série lhe rendeu um Emmy, o "Oscar da televisão" e até a gravação de um disco de canções românticas. Por aqui, sua popularidade foi tanta que o nome Kojak tornou-se sinônimo de calvície, virando até tema de marchinha carnavalesca: "Kojak mete bronca na moçada/é tira valente, respeitado(...)".

Savalas morreu em 1994, aos 72 anos, vítima de câncer, em um hotel de Los Angeles.

30072015 - ESTE SENSACIONAL DVD INCLUI OS FILMES QUE TELLY FEZ, APÓS O FINAL DA SÉRIE – SÃO 4 DVDs COM 8 FILMES:

The Marcus-Nelson Murders (1973)
The Belarus File (1985)
The Price of Justice (1987)
Ariana (1989)
Fatal Flaw (1989)
None So Blind (1990)
It's Always Something (1990)
Flowers For Matty (1990)

Se você comprar este DVD, vá a:

www.cdpoint.com.br

FILMOGRAFIA DE TELLY:

1961: O Homem de Alcatraz (The Birdman of Alcatraz)
1961: Juventude Selvagem (The Young Savages)
1961: Cabo do Medo (Cape Fear)
1962: O Terror de Uma Cidade (Mad Dog Coll)
1963: O Fugitivo (The Fugitive)
1963: Mensageiro da Vingança (Johnny Cool)
1963: Mercado de Corações (Love is a Ball)
1963: O Homem do Diner's Club (The Man from the D.C.)
1964: Torvelinho de Paixões (The New Interns)
1965: Uma Batalha no Inferno (Battle of the Bulge)
1965: A Maior História de Todos os Tempos (The Greatest Story Ever Told)1965: Genghis Khan (idem)
1965: Uma Vida em Suspense (The Slender Thread)
1966: Beau Geste (idem)
1967: Agentes da UNCLE/A Quadrilha do Karatê (The Karate Killers)
1967: Os Doze Condenados (The Dirty Dozen).....Mais informações
1967: A Vingança dos Cowboys (Cimarron Strip: Battleground)
1967: F.B.I. Contra a Máfia (Cosa Nostra, Arch Enemy of the FBI)
1968: Sol Madri (Sol Madrid)
1968: Noites de Amor Dias de Confusão (Buona Sera, Mrs.Campbell)
1968: Revanche Selvagem (Scalphunters)
1969: O Ouro de Mackenna (Mackenna's Gold)
1969: O Sindicato do Crime (The Assassination Bureau)
1969: 007 a Serviço de Sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service)
1970: A Família/O Preço de Um Homem (The Family/Violent City/Città Violenta)
1970: Os Guerreiros Pilantras (Kelly's Heroes)
1970: A Luta pela Terra (Land Raiders)
1971: Garotas Lindas aos Montes (Pretty Maids All in a Row)
1971: Uma Cidade Chamada Inferno (A Town Called Hell)
1972: Pancho Villa (idem)
1972: Uma Razão para Viver Outra para Morrer (Una Ragione per Vivere e una per Morire)
1972: O Expresso do Horror (Horror Express)
1973: Desespero de uma Mulher (She Cried "Murder")
1978: Capricórnio Um (Capricorn One)
1979: A Volta dos Selvagens Cães de Guerra\Fuga para Athena (Escape to Athena)
1979: O Dramático Reencontro do Poseidon (Beyond the P.Adventure)
1979: Barreira Sangrenta (The Blood Barrier)
1981: A Lei de Hellinger (Hellinger's Law)
1982: Fora de Jogo (Fake-Out)
1983: Um Rally Muito Louco II (Cannonball Run II)
1985: O Caso Belarus (Kojak: The Belarus File)
1985: Testemunha de Assassinato (Murder Witness)
1985: Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
1985: As Jóias de Cartier (The Cartier Affair)
1987: Os Doze Condenados: Missão Mortal (Dirty Dozen: Deadly Mission)
1988: Os Doze Condenados: A Missão Fatal (Dirty Dozen: Fatal Mission)
1989: O Detetive de Hollywood (The Hollywood Detective)
1990: Flores para Matty (Flowers for Matty)
1990: Não Vê Quem Não Quer (None So Blind)
1990: O Preço do Poder (It's Always Something)
1993: Brincando com o Perigo (Mind Twister)
1994: Loucademia de Bombeiros (Backfire)


Em Setembro, será lançando nos EUA, a segunda temporada de KOJAK. Será aqui, teremos esta sorte?

 

A Warner dos EUA, lançou o filme "UM GOLPE EM BERLIM", Com Telly e James Mason. O filme é ótimo. Eu o vi quando o filme foi lançado no Brasil em 1975. Agora, felizmente, comprei o filme. Também, achei um um documentário sobre nosso ídolo. Ótimo.

 

VEJA OS TÍTULOS DAS 5 TEMPORADAS DE KOJAK, TODAS EM INGLÊS:

 

M-1 08-Mar-1973 The Marcus Nelson Murders

Season 1

1. 1-1 24-Oct-1973 Siege of Terror
2.
1-2 31-Oct-1973 Web of Death
3. 1-3 07-Nov-1973 One for the Morgue
4.
1-4 14-Nov-1973 Knockover
5. 1-5 21-Nov-1973 Girl in the River
6. 1-6 28-Nov-1973 Requiem for a Cop
7. 1-7 05-Dec-1973 The Corrupter
8. 1-8 12-Dec-1973 Dark Sunday
9. 1-9 19-Dec-1973 Conspiracy of Fear
10. 1-10 02-Jan-1974 Cop in a Cage
11. 1-11 16-Jan-1974 Marker to a Dead Bookie
12. 1-12 23-Jan-1974 Last Rites for a Dead Priest
13. 1-13 30-Jan-1974 Death is Not a Passing Grade
14. 1-14 06-Feb-1974 Die Before They Wake
15. 1-15 13-Feb-1974 Deliver Us Some Evil
16. 1-16 20-Feb-1974 Eighteen Hours of Fear
17. 1-17 27-Feb-1974 Before the Devil Knows
18.
1-18 06-Mar-1974 Dead on His Feet
19.
1-19 20-Mar-1974 Down a Long and Lonely River
20. 1-20 27-Mar-1974 Mojo
21. 1-21 10-Apr-1974 Therapy in Dynamite
22.
1-22 08-May-1974 The Only Way Out

Season 2

23. 2-1 15-Sep-1974 The Chinatown Murders (1)
24. 2-2 15-Sep-1974 The Chinatown Murders (2)
25. 2-3 22-Sep-1974 Hush Now, or You'll Die
26. 2-4 29-Sep-1974 A Very Deadly Game
27. 2-5 06-Oct-1974 Wall Street Gunslinger
28. 2-6 13-Oct-1974 Slay Ride
29. 2-7 20-Oct-1974 Nursemaid
30. 2-8 27-Oct-1974 You Can't Tell a Hurt Man How to Holler
31. 2-9 03-Nov-1974 The Best Judge Money Can Buy
32. 2-10 10-Nov-1974 A Souvenir from Atlantic City
33. 2-11 17-Nov-1974 A Killing in the Second House
34. 2-12 24-Nov-1974 The Best War in Town
35. 2-13 01-Dec-1974 Cross Your Heart and Hope to Die
36.
2-14 15-Dec-1974 The Betrayal
37. 2-15 22-Dec-1974 Loser Takes All
38. 2-16 05-Jan-1975 Close Cover Before Killing
39.
2-17 12-Jan-1975 Acts of Desperate Men
40.
2-18 19-Jan-1975 Queen of the Gypsies
41. 2-19 26-Jan-1975 Night of the Piraeus
42. 2-20 02-Feb-1975 Elegy in an Asphalt Graveyard
43. 2-21 09-Feb-1975 The Good Luck Bomber
44. 2-22 16-Feb-1975 Unwanted Partners
45. 2-23 23-Feb-1975 Two-Four-Six for Two Hundred
46.
2-24 02-Mar-1975 The Trade-Off
47. 2-25 09-Mar-1975 I Want to Report a Dream
 

Season 3

48.
3-1 14-Sep-1975 A Question of Answers (1)
49.
3-2 14-Sep-1975 A Question of Answers (2)
50.
3-3 21-Sep-1975 My Brother, My Enemy
51.
3-4 28-Sep-1975 Sweeter Than Life
52.
3-5 05-Oct-1975 Be Careful What You Pray For
53. 3-6 12-Oct-1975 Silent Snow, Deadly Snow
54. 3-7 26-Oct-1975 Life, Liberation, and the Pursuit of Death
55.
3-8 02-Nov-1975 Out of the Frying Pan . . .
56.
3-9 09-Nov-1975 Over the Water
57. 3-10 16-Nov-1975 The Nicest Guys on the Block
58. 3-11 23-Nov-1975 No Immunity for Murder
59.
3-12 30-Nov-1975 A Long Way from Times Square
60. 3-13 07-Dec-1975 Money Back Guarantee
61. 3-14 14-Dec-1975 A House of Prayer, a Den of Thieves
62. 3-15 21-Dec-1975 How Cruel the Frost, How Bright the Stars
63. 3-16 04-Jan-1976 The Forgotten Room
64. 3-17 11-Jan-1976 On the Edge
65. 3-18 18-Jan-1976 A Wind from Corsica
66. 3-19 25-Jan-1976 Bad Dude
67. 3-20 01-Feb-1976 The Frame
68. 3-21 08-Feb-1976 Deadly Innocence
69. 3-22 15-Feb-1976 Justice Deferred
70. 3-23 22-Feb-1976 Both Sides of the Law
71.
3-24 07-Mar-1976 A Grave Too Soon
 

Season 4

72.
4-1 26-Sep-1976 Birthday Party
73.
4-2 03-Oct-1976 A Summer Madness
74.
4-3 10-Oct-1976 Law Dance
75.
4-4 17-Oct-1976 Out of the Shadows
76.
4-5 24-Oct-1976 A Need to Know
77. 4-6 31-Oct-1976 An Unfair Trade
78. 4-7 07-Nov-1976 A Hair-Trigger Away
79.
4-8 14-Nov-1976 By Silence Betrayed
80. 4-9 21-Nov-1976 A Shield for Murder (1)
81.
4-10 21-Nov-1976 A Shield for Murder (2)
82.
4-11 28-Nov-1976 The Pride and the Princess
83. 4-12 05-Dec-1976 Black Thorn
84.
4-13 12-Dec-1976 Where Do You Go When You Have Nowhere To Go?
85. 4-14 19-Dec-1976 Dead Again
86. 4-15 04-Jan-1977 The Godson
87. 4-16 11-Jan-1977 The Condemned
88. 4-17 18-Jan-1977 When You Hear the Beep, Drop Dead
89.
4-18 25-Jan-1977 I Was Happy Where I Was
90. 4-19 01-Feb-1977 Kojak's Days (1)
91.
4-20 08-Feb-1977 Kojak's Days (2)
92.
4-21 15-Feb-1977 Monkey on a String
93. 4-22 22-Feb-1977 Kiss it All Goodbye
94. 4-23 08-Mar-1977 Lady in the Squad Room
95. 4-24 15-Mar-1977 Sister Maria
96. 4-25 22-Mar-1977 Another Gypsy Queen

Season 5

97. 5-1 47721 02-Oct-1977 The Queen of Hearts is Wild
98. 5-2 47708 09-Oct-1977 A Strange Kind of Love
99.
5-3 47717 16-Oct-1977 Laid Off
100. 5-4 47712 23-Oct-1977 Cry for the Kids
101.
5-5 47719 30-Oct-1977 Once More from Birdland
102.
5-6 47710 06-Nov-1977 Caper on a Quiet Street
103. 5-7 47709 13-Nov-1977 Letters of Death
104.
5-8 47707 20-Nov-1977 Tears for All Who Loved Her
105.
5-9 47723 04-Dec-1977 The Summer of '69 (1)
106. 5-10 47724 10-Dec-1977 The Summer of '69 (2)
107. 5-11 47703 17-Dec-1977 Case Without a File
108. 5-12 47706 24-Dec-1977 I Could Kill My Wife's Lawyer
109. 5-13 47735 07-Jan-1978 Justice for All
110
. 5-14 47728 21-Jan-1978 Mouse
111
. 5-15 47738 28-Jan-1978 Chain of Custody
112
. 5-16 47726 04-Feb-1978 The Captain's Brother's Wife
113. 5-17 47725 11-Feb-1978 No License to Kill
114.
5-18 47737 18-Feb-1978 The Halls of Terror
115. 5-19 47736 25-Feb-1978 May the Horse Be With You
116. 5-20 47742 04-Mar-1978 Photos Must Credit Joe Paxton
117. 5-21 47734 11-Mar-1978 60 Miles to Hell
118.
5-22 47743 18-Mar-1978 In Full Command

TV Movie

M-2 16-Feb-1985 The Belarus File
M-3 21-Feb-1987 The Price of Justice
M-4 65802 02-Nov-1989 Ariana
M-5 65801 30-Nov-1989 Fatal Flaw
M-6 65803 04-Jan-1990 Flowers For Matty
M-7 65805 31-Jan-1990 It's Always Something
M-8 65807 16-Mar-1990 None So Blind
 

A SÉRIE "KOJAK"!!

 

Quem diria que um policial careca e desbocado faria sucesso em meio às diversas séries policiais que infestaram as TVs americanas (e mundiais) nos anos 70...
Eram tempos de um retorno a realidade na TV, quase uma resposta aos seriados de ficção, fantasia e sitcoms dos anos 60, período em que séries como Além da imaginação, Jornada nas estrelas, Perdidos no espaço e até mesmo comédias como Jeannie é um gênio abriram os horizontes da ficção, usando de metáforas para tratar de temas cotidianos.
Cansadas dessa abordagem, os telespectadores passaram a exigir programas mais diretos e capazes de falar francamente de seu mundo, sem recorrer a subterfúgios. A demanda agora era por séries que retratassem a "dura vida das ruas". E os seriados policiais encontraram uma de suas (com o perdão da piada clássica) referências máximas, no calvo em questão.
Sumido por um bom tempo das telas tupiniquins, seu seriado retornou recentemente no canal USA brasileiro, para a alegria dos veteranos que ainda se lembram dele com carinho. No programa, o tenente Theo Kojak era um policial durão que, contrariando seu visual austero, adorava chupar pirulitos pelas ruas de Nova Iorque. Todavia não foi somente seu apreço por guloseimas que o diferenciou das demais séries da época. Columbo, Baretta ou mesmo Starsky e Hutch não compartilhavam de seu sucesso com o público feminino; reflexo de seu estilo "cool" ou, segundo as telespectadoras, de sua sedutora careca.
Nada ortodoxo, Kojak preferia usar das artimanhas das ruas em vez dos métodos burocráticos dos policiais convencionais, valendo-se também de um senso de humor irresistivelmente cínico. Trabalhavam com ele, no 13 distrito de Polícia de Manhathan os detetives Stavros (vivido pelo irmão do protagonista, George Savalas), Saperstein ( Mark Russel ) e Rizzo ( Vince Conti). Completavam o elenco o detective-chefe Frank McNeil (ex-parceiro de Kojak nas ruas, vivido por Dan Fraser) e o tenente Bobby Crocker (Kevin Dobson). Além disso, atores, hoje consagrados, como James Woods e Harvey Keitel, tiveram a oportunidade de figurar no seriado. Apesar de contar com a ajuda de seus colegas, Kojak gostava mesmo era e trabalhar sozinho; até porque poucos parceiros suportavam seu humor ferino por muito tempo.
Kojak apareceu pela primeira vez no telefilme The Marcus-Nelson murders. O sucesso desta produção abriu terreno para a série, na rede ABC, que durou 115 episódios, produzidos entre de 24 de outubro de 1973 e abril de 1978; todos exibidos no Brasil na rede Globo, num passado remoto.
O seriado era protagonizado por Telly Savalas, cujo verdadeiro nome era Aristotle Savalas. Nascido em Long Island, subúrbio de Nova York, era filho de gregos. E engana-se quem pensa que sua careca era um "dom" natural. Savalas raspou a cabeça pela primeira vez em 1965, para fazer o papel de Poncios Pilatos no filme A maior história de todos os tempos. Outros trabalhos importantes foram os filmes Juventude selvagem (com Burt Lancaster), Os doze condenados e Reencontro dramático no Poseidon (dirigido por Irwin Allen). Também enfrentou James Bond no filme 007 a serviço secreto de Sua Majestade, no qual fez o vilão Blofeld. Infelizmente, como este não é considerado um dos melhores da cinessérie, sua personagem não obteve o destaque merecido.
Apesar da carreira de razoável sucesso no cinema, nunca se livrou do estigma de sua personagem mais popular (Não que isso o incomodasse). Sua atuação na série lhe rendeu um Emmy, o "Oscar da televisão" e até a gravação de um disco de canções românticas. Por aqui, sua popularidade foi tanta que o nome Kojak tornou-se sinônimo de calvície, virando até tema de marchinha carnavalesca: "Kojak mete bronca na moçada/é tira valente, respeitado(...)".

Savalas morreu em 1994, aos 72 anos, vítima de câncer, em um hotel de Los Angeles.

22 DE JANEIRO DE 2015 - A VIDA DE TELLY:
HA 21 ANOS PARTIA TELLY SAVALAS:

Por David Piraino

Há 20 anos morria o ator Telly Savalas. Seu maior sucesso foi interpretando o Tenente Theo Kojak, em Kojak (1973/78), uma das séries de maior sucesso nos anos 70. As histórias se passam em New York e trazem Kojak como um detetive extravagante da polícia, que se destaca por ser totalmente careca, pelo senso de humor sarcástico e cínico e por sua mania de chupar pirulitos.
artigos-telly-savallasTelly era meu ídolo de infância e, de fato, seu papel como Kojak o imortalizou. O policial era durão e careca, nunca agiu acima da lei, em uma época que isto não era modismo. Kojak fez muito sucesso também no Brasil, onde em 1974 virou até marchinha de carnaval.
Mas o ator Telly Savalas estava muito além do papel do policial careca. Como fã, acompanhei seus primeiros papéis no cinema. Em um deles, aparece com cabelo (e muito!), fazendo o papel de um gângster no filme “O Homem do Diner’s Club” (The Man with The Diner’s Club, 1963), ao lado do ator Danny Kaye.

Gostaria de compartilhar com vocês uma pequena homenagem ao homem que foi um ícone de sua geração, um símbolo sexual (Telly casou oficialmente por cinco vezes e teve muitos filhos) e também ao tipo de ator que não existe mais no cinema e na televisão: aquele que encarna perfeitamente um personagem e fica marcado ele para sempre (bom, ainda tem o Leonard Nimoy).

Telly Savalas nasceu em 1922, na cidade de New York. Seu nome de batismo foi Aristotele Savalas. Filho de imigrantes gregos, com mais quatro irmãos (o mais novo, George, seria seu parceiro na série Kojak), nunca imaginou entrar para o show bizz. Seu pai era dono de um mercado e, até seus cinco anos de idade, a família só se comunicava na língua grega. Quando adolescente, Telly trabalhava com seu pai no mercado e, já que era excelente nadador, aceitou emprego como salva vidas.

A vida ia bem, até o dia em que não conseguiu salvar um homem que se estava se afogando. O fato mudou completamente sua vida. Entrou no exército e combateu na Segunda Guerra. Quando deu baixa, nos anos 1950, resolveu procurar um emprego diferente e arrumou uma vaga em uma rádio local de Long Island, graças a sua voz grave e marcante. Telly se interessava bastante pelo rádio e passou a apresentar um programa chamado “Telly’s Coffeeshop”, uma espécie de talk-show radiofônico. Teve a honra de conversar com muitas celebridades do cinema, como a atriz Ava Gardner, influenciando na sua decisão em se tornar ator.

Chamado por um amigo para acompanhá-lo para audição em um teatro local, o físico de Telly chamou a atenção dos produtores do teatro e acabou ganhando um dos papéis na peça. Telly gostou tanto que ficou por três anos dirigindo e atuando em peças locais neste teatro, que também ficava em Long Island.

Em 1959, decidido a se tornar ator de cinema, partiu para a costa leste dos EUA (Hollywood). No início, como sempre, conseguiu apenas pontas em seriados de tevê, como Cidade Nua, Os Aquanautas e tantos outros. O ator Burt Lancaster, que no início dos anos 1960 possuía uma produtora de filmes chamada Hetch/Lancaster, selecionou Telly para o seu primeiro papel no cinema, no filme “Os Selvagens” (The Young Savages, 1961).

Burt gostou tanto de Telly que o convidou para o seu próximo filme, chamado “O Homem de Alcatraz” (The Birdman of Alcatraz, 1962), no papel de Feto Gomez. O trabalho garantiu a única indicação de Telly ao Oscar em sua vida, como coadjuvante.

Ao contrário de outros atores, Telly alternava papéis no cinema e na tevê, não recusando nenhum trabalho. Isso permitiu caracterizar personagens diversos, de pai de família a um criminoso, por exemplo.

Telly Careca (mas todo mundo nasce assim, não?)

Em 1965, Telly foi chamado para interpretar o papel de Pôncio Pilatos na produção “A Maior Estória de Todos os Tempos” (The Greatest Story Ever Told, 1965). O papel exigia que Telly raspasse a cabeça, o que o agradou e nunca mais deixou seu cabelo crescer. Com a nova aparência, continuou a aparecer em filmes para o cinema, tevê e como convidado em seriados.

Em 1972, o produtor Abby Mann selecionava atores para um telefilme chamado “Os Assassinatos Marcus Nelson” (The Marcus Nelson Murders, 1973) para a Universal Studios. Baseado em fatos reais, o longa mostrava as investigações de um certo Tenente Theo Kojak em um caso de duplo assassinato. O filme fez muito sucesso na televisão, o que motivou o produtor a criar uma série baseada no personagem, que se chamaria Kojak.

Se Marlon Brando Pode…

No início, Telly não queria se fixar em uma série, mas quando soube que seu papel seria oferecido ao ator de peso Marlon Brando, aceitou o desafio. Com Kojak, Telly teve o reconhecimento merecido. Passou a ter fama internacional, um enorme sucesso que criou até alguns modismos entre os fãs, como fumar cigarrilhas da marca More — lançada no Brasil como Du-Maurier –, chamar todo careca de Kojak e, claro, chupar pirulitos. Até onde descobri, Telly tinha este vício por que queria deixar de fumar.

Mas a série também seria sua maldição…

Exímio jogador de cartas e frequentador das mesas dos melhores cassinos de Las Vegas, Telly lá conheceu Frank Sinatra e seu Clã (Sinatra, Sammy Davis Jr., Dean Martin e Bing Crosby). Sinatra o incentivou a montar um show em um cassino de Las Vegas, o Sahara, onde o showman Telly cantava e dançava. Sim, você leu corretamente: cantava! O show foi um tremendo sucesso, viajando para o mundo todo, inclusive o Brasil em 1975, com espetáculos no Rio de Janeiro e São Paulo.

Quando os astros estão no auge da popularidade, tudo a eles é permitido. Abrem-se todas as portas para oportunidades e todo o tipo de extravagâncias. Não foi diferente com Telly.
Com o sucesso e o dinheiro ganho em Kojak, o ator comprou uma coleção de carros antigos, de Pontiacs a Cadillacs. Tinha seu próprio cavalo de corrida, o Telly Pop, e o sucesso de seus shows abriu uma outra oportunidade: a gravação de discos e shows na tevê. Telly gravou sete álbuns muito bem produzidos e arranjados, onde cantou músicas folclóricas, sucessos da época como “If”, além de músicas da dupla Lennon & McCartney. Todos estes álbuns foram lançados no Brasil e, eu mesmo, possuo três deles.

O que eu acho de Telly como cantor? Bem, como ele próprio disse, “eu não sou cantor; fui convidado a gravar um disco”.
No início de 1977, a série Kojak dava sinais de queda na audiência. As pessoas já não se interessavam pelas aventuras do Tenente careca. Telly sabia que a série teria um fim e precisava de um gancho para aproveitar a popularidade que ainda lhe restava. Assim, dirigiu alguns episódios da penúltima temporada da série e, após as filmagens, tentou uma cartada final: escreveu o roteiro, produziu com verba própria, dirigiu e estrelou o longa-metragem cinematográfico “Além da Razão” (Beyond Reason, 1977). O resultado foi um drama pesado, arrastado e monótono. Mesmo com um elenco de amigos de peso, como Diane Muldaur, o filme não conseguiu ser lançado comercialmente.
Por razões que eu ainda desconheço, o filme só foi lançado no Brasil em VHS, pela extinta produtora Phoenix Vídeo, no final dos anos 80. Eu tive esta fita até pouco tempo atrás e o papel de Telly não era adequado ao que estava acostumado a fazer.

Com o cancelamento de Kojak em março de 1978, Telly encontrou dificuldades em conseguir trabalho. Tal como aconteceu com Adam West após Batman, os produtores achavam que ele estava muito identificado com o personagem e conseguiu somente papéis em filmes “B” e em telefilmes, alguns deles com qualidade, mas não sendo suficientes para reaquecer sua carreira. Um telefilme estrelado por Telly, chamado “O Detetive de Hollywood” (The Hollywood Detective, 1989), lançado também aqui no Brasil em VHS, serve como uma espécie de autobiografia, onde o personagem tem os mesmos problemas que o ator.

Kojak: o Retorno

Em 1985, muitas séries que outrora fizeram sucesso estavam de volta através de reunions ou novas reedições. Animada com o retorno da série Perry Mason — exibida nos anos 50 com grande sucesso –, através da produção de filmes especiais para a tevê, a Universal chamou Telly para uma reunião a portas fechadas. Foi anunciada a volta da série Kojak na forma de telefilmes, sem o elenco original, apenas com seu irmão George, o Sargento Stravos (George participou apenas do primeiro filme, pois faleceu em 1987).

Foram sete telefilmes, produzidos de 1985 a 1990, sendo que, neles, Kojak subiu para inspetor.

Dois deles foram lançados em VHS no Brasil: “O Caso Belarus” (The Belarus File, 1985), o filme que “ressuscitou” o personagem, onde Kojak desvenda uma conspiração do governo para encobrir chefes de campos de concentração da Alemanha Nazista; e “Kojak e o Preço da Justiça” (Kojak and The Price of the Justice, 1987), onde o inspetor investiga uma estranha mulher, interpretada pela ótima atriz Kate Nelligan, acusada de assassinar seus dois filhos.

A Doença e o Fim

Em 1990, Telly foi diagnosticado com câncer de próstata, do mesmo jeito que seu pai. Nesta época, fazia uma aparição ou outra na tevê, mas terminou seus dias em uma espécie de bar que ele comprou, reformou e administrou, o Telly’s, localizado dentro dos estúdios da Universal, na cidade de Los Angeles. Nele, passava o tempo jogando cartas com os amigos e, às vezes, servindo drinks no balcão. Faleceu em 22 de janeiro de 1994, um dia após a festa de aniversário de 72 anos, ao lado de suas ex-esposas e filhos, deixando um legado no cinema e televisão, além de uma fortuna pessoal de mais de 6 milhões de dólares.

Frases Famosas

“Cantor, eu? Não, fui convidado a gravar um disco…”
“Careca, bem todo mundo nasce assim, não?”
“Escuta aqui, neném…”
“Só desejo ter tempo suficiente para criar meus filhos…”
“Quem é que te ama, neném?” (Who loves y’a, baby?)
 

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