FILMES DE ARTES MARCIAIS:

 

                                                                                                                                                                                                                                                               

                                                                                                        

25062017 - CÓDIGO DO SILÊNCIO:

Eddie Cusack (Chuck Norris) é um detetive de Chicago que trabalha pelas suas póprias regras, um hábito perigoso, especialmente quando quebra o pacto do "Código de Silêncio" para testemunhar contra um policial que matou um suspeito desarmado. Mas agora ele não recebe qualquer ajuda dos seus colegas quando se vê metido numa batalha contra dois reis do crime rivais.

22023017 - FATAL:

Como um vírus contagioso, bonitas e atléticas adolescentes - todas lutadoras de artes marciais - começam a desaparecer em todo o mundo. Por trás desses sequestros está a poderosa Madame M, que pretende transformá-las em imbatíveis assassinas profissionais. Depois de anos de severo e cruel treinamento, apenas três garotas sobrevivem. São elas, as belas e sensuais, Charlene, Jing e Katt, mulheres de corpos atléticos que recebem arriscadas missões. Mistura de Nikita e As Panteras, Fatal registra sensacionais cenas de lutas marciais. Um espetáculo único.

18012017 - A REBELIÃO DOS BOXERS - COM ALEXANDER FU-SHENG.
AVALIAÇÃO: MUITO BOM

Esta é uma das maiores e mais caras produções de todos os tempos do Estúdio Show Brothers. Mistura os ingredientes de um filme de Kung-Fu tradicional com os fatos históricos ocorridos entre 1898 e 1901, quando patriotas chineses lutaram para expulsar os estrangeiros que lá viviam. Este filme é centrado na história de três jovens lutadores de artes marciais que buscam colegas patriotas insatisfeitos com os estrangeiros imperialistas e acabam se juntando a uma facção liberada por um oportunista. Uma rara oportunidade de ver a histórica rebelião, que foi retratada em vários filmes ocidentais, sendo contada pela ótica dos chineses.

16082016 - ROGUE O ASSASSINO:
AVALIAÇÃO: REGULAR

Para os fãs do cinema de ação, os nomes de Jason Statham e Jet Li no cartaz bastam para justificar o ingresso da sessão. Dois dos astros de artes marciais mais famosos da última década, ambos são sinônimos de boa pancadaria.

Mas é justamente esse o problema de Rogue - O Assassino (Rogue). Inexplicavelmente, falta ação no filme! Ou pelo menos cenas mais criativas de lutas, perseguições, etc. Rogue se contenta com um arroz-com-feijão, que o diretor Philip G. Atwell, egresso dos videoclipes, DVDs e direção de segunda unidade, classifica como "realista". Dá pra entender que a intenção aqui não era fazer gente subir pelas paredes ou dar chutes impossíveis, mas o trabalho do famoso coreógrafo Coren Yuen (que trabalhou, entre dezenas de outros filmes, na trilogia Matrix) está apagado demais.

Atwell parece genuinamente mais interessado na história do filme, o que não é demérito algum - pelo contrário. O problema é que ele não é nenhum Scorsese e tentar fazer algo na linha de Os Infiltrados está muito além de suas capacidades. O que deveria ser uma história intrigante acaba mesmo sendo um falatório pouco interessante e arrastado. Bons personagens também são desperdiçados. A personagem da atriz Devon Aoki, por exemplo, a letal filha de um chefão do crime, não tem relevância à trama e fica só na promessa de um combate. Outro momento que decepciona é o embate entre Stathan e Li, aguardado pelos fãs desde O Confronto, de 2001. Quando finalmente eles se enfrentam, não saem as faíscas prometidas e é tudo muito rápido. Muito melhor é a luta de espadas entre o veterano Ryo Ishibashi e Li alguns minutos antes.

Nem tudo está perdido, porém. Há uma boa reviravolta no final, que é difícil de ver chegando. Mesmo assim, ela deveria ter sido melhor trabalhada no início para ganhar mais força no último ato. De qualquer maneira, tira um pouco do gosto ruim até ali.

Na trama, um agente do FBI (Jason Statham) fica obcecado com um superassassino lendário (Jet Li) depois que seu parceiro é exterminado pelo criminoso. Sua chance de vingança surge quando o matador inicia uma guerra entre Chang (John Lone), o líder da máfia chinesa e Shiro (Ryo Ishibashi), chefe da Yakuza.
 
05052016 - IP MAN 3:
AVALIAÇÃO: REGULAR

Um dos filmes mais aguardados entre os fãs de ação e artes marciais já ganhou a luz do dia. Ip Man 3, continuação da franquia asiática de maior sucesso dos últimos tempos. Agora o famoso mestre tem de enfrentar um grande conhecido dos fãs de boxe. Mike Tyson.

Em Ip Man 3 quando uma gangue de bandidos brutais liderados por um promotor imobiliário (Tyson) começam a causar terror na cidade, o mestre Ip é forçado a usar toda sua habilidade para defendê-la.

Ip Man 3 mantém alguns padrões que fizeram a franquia ser tão querida entre os fãs, o principal é a linda fotografia e o design de produção. Os cenários de época dos vilarejos chineses são reproduzidos a perfeição, com detalhismo e muito respeito pelas tradições, assim como os figurinos, dignos de Oscar. Os ângulos são bem planejados, e o diretor Wilson Yip consegue captar com clareza cada movimento do filme, sempre com um estilo um pouco mais direto e próximo das cenas.

Se você espera ver grandes lutas no filme, as coreografias continuam sendo o ponto alto sim, e as lutas se utilizam bem da ótima edição de som para fazer tudo ficar mais tenso e realista, como nos acostumamos a ver na franquia. Porém, ter boas cenas de luta, não quer dizer que Ip Man 3 tenha cenas tão marcantes quanto os dois primeiros filmes. O longa repete demais algumas fórmulas que já vimos antes, parece que estamos vendo uma grande homenagem, a mais clara é a luta de Ip contra 10 homens, novamente. Uma citação direta ao primeiro filme, mas muito longe de ter o mesmo peso e beleza daquela cena clássica.

O filme, tenta desenvolver 3 tramas ao mesmo tempo, e aí começam os problemas, elas se confundem e parecem terminar na metade ou começar pela metade, não há lógica entre elas. A edição e montagem é ruim, e isso dificulta demais o entendimento do filme. As frentes da história são: A tentativa do promotor imobiliário de ganhar território, a ascensão de um novo mestre de Wing Xu e a relação entre Ip e sua esposa.

Por incrível que pareça, a trama mais singela que é a da relação de Ip e sua esposa é a mais bem desenvolvida, não vou dar spoilers, mas é o momento mais “Ip Man” desse filme, que mostra o estilo simples que sempre gostamos nas tramas de Ip. Vale ressaltar que Donnie Yen, que esse ano pode finalmente se tornar um grande astro nos Estados Unidos (participará do novo Triplo X e Star Wars) continua tendo total domínio do personagem, sem exageros de atuação, bem ao estilo chinês, consegue viver um drama muito melhor do que se espera dele.

Outro grande problema do filme são os vilões, muito mal desenvolvidos, pouco se consegue entender das motivações deles. O mestre de Wing Xu rival, começa de um jeito e muda completamente sem nada que justifique, simplesmente por um espírito de rivalidade que parece surgir do nada. Já o personagem de Mike Tyson, o promotor imobiliário, é infelizmente o personagem mais deslocado do filme. Sua presença na trama é confusa, e a dificuldade de atuar do ex-lutador deixa um certo clima de filme B (coisa que Ip Man nunca foi, por isso exigimos mais dele), algo que poderia ter sido remediado com uma direção melhor. Não dá pra ter certeza se cortaram cenas do Tyson (fica a impressão de que ele teria mais importância na ideia inicial) mas suas entradas são muito pontuais e quando finalmente acontece a tal luta entre Ip Man e Tyson, uma boa e diferente luta diga-se de passagem, se espera que o vilão vá ganhar espaço, mas pelo contrário, encerra suas atividades no filme como se tivesse um tempo limite para estar ali (literalmente).

A tão falada presença de Bruce Lee também deixa a desejar, aparentemente a briga da família Lee pelos direitos autorais prejudicou a trama. O personagem que representa Bruce Lee (digo representa, pois nenhuma vez o nome é citado), surge duas vezes durante o filme. Uma primeira aparição bem interessante e que deixa uma boa expectativa, já uma segunda bastante forçada, ambas sem peso para o contexto da história, mais como um “fã service” para quem estava ansioso por essa aparição, do que preocupação em mostrar a importância dele na história do mestre Ip.

052016 - O DESTEMIDO:

Su Qi-Er, um importante e competente general da dinastia Qing, decide se aposentar para realizar o seu sonho de se dedicar a família e de ter sua própria escola de artes marciais. Porém, os planos de Su são destruídos quando seu irmão adotivo, Yuan, tenta matá-lo e sequestra seu filho. Salvo por sua esposa e uma médica reclusa, Su resolve aperfeiçoar suas técnicas de luta para derrotar Yuan e reunir sua família novamente. Com a ajuda de um mestre considerado o “Deus de Wushu” e do excêntrico “Velho Sábio”, Su se torna um grande mestre e embarca em uma jornada que dará inicio a lenda do “Rei dos Mendigos

26042016 - O TIGRE E O DRAGÃO - A ESPADA DO DESTINO:

A Netflix está fazendo escola, mais uma superprodução digna de reconhecimento Hollywoodiano.

Yu Shu Lien (Michelle Yeoh) está de volta à ativa para evitar que a espada caia em mãos erradas. Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword of Destiny é a continuação de O Tigre e o Dragão, premiado filme de Ang Lee cheio de saltos, lutas e Oscars - Melhor Direção de Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Direção de Arte e Melhor Filme Estrangeiro em 2001. Não é exagero nenhum afirmar que a continuação merece ao menos o Oscar de Melhor Direção de Fotografia, novamente.

Coproduzido pela The Weinstein Company, a sequência seria o primeiro filme original da Netflix, mas teve o lançamento adiado e perdeu o lugar para Beasts of No Nation. Assim como o drama de Cary Fukunaga, Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword of Destiny será exibido em alguns cinemas IMAX nos Estados Unidos.

A trama se passa dezoito anos após a morte de Li Mu Bai, Yu Shu Lien (Michelle Yeoh) é chamada para ajudar a proteger a espada do destino. Forjada na dinastia Qin e repleta de detalhes esverdeados, ela possui a fama de ser a mais poderosa espada de sua época e é agora alvo de Hades Dai (Jason Scott Lee), um perigoso déspota local que envia o jovem Tiefang (Harry Shum Jr.) para roubá-la. O que ele não contava era que a espada seria também protegida por Snow Vase (Natasha Liu Bordizzo), uma jovem de passado misterioso, e Silent Wolf (Donnie Yen), que possui uma forte ligação com Shu Lien.

A história tem varias reviravoltas e personagens carismáticos e muito bem construídos, porém, mesmo conquistando o publico, não estão a salvo de um final trágico.

Assim como o primeiro filme, temos saltos exagerados, muita luta, cenas incríveis que ludibriam os telespectadores, excelentes efeitos especiais e uma excelente direção de fotografia. A paisagem natural da China e Nova Zelândia ajudam a deixar a experiência ainda mais incrível. Além de contar com um excelente sequencia de luta sobre um fina camada de gelo.

Yuen Wo Ping, coreografo das lutas e cenas de ação de ‘Matrix‘, foi o escolhido para a direção e não deixou nada a desejar em mais uma produção Netflix que vai dar o que falar.

26042016 - O MESTRE FALA:

25042016 - NAS GARRAS DE SHAOLIN:

 

Nas Garras de Shaolin (The Shaolin Avengers); Hong Kong, 1976; Elenco: Alexander Fu Sheng, Chi Kuan Chun; Direção: Chang Cheh. Fita da Shaw Bros. que funciona de certa forma como uma continuação de "O Templo de Shaolin", também de Chang Cheh, onde o astro Fu Sheng retorna na pele de Fong Sai Yuk (nas legendas a grafia muda), um histórico herói do período, ao lado de Chi Kuan Chun, numa parceria que rendeu vários filmes.
Ao contrário de vários clássicos do estúdio, "Vingadores de Shaolin" não é especialmente memorável, mesmo que tenha tudo o que se pode esperar de um filme de Chang Cheh, em um ritmo mais acelerado que o habitual, com pouco papo e muito sangue e pancadaria.

É cultuada até hoje especialmente pelo carisma de Fu Sheng (que, assim como Bruce Lee, morreu cedo e no auge da fama) e pelo bizarro destino final de seu personagem. Quando lançado em vídeo o título foi modificado para "Os Vingadores de Shaolin" este filme foi distribuido pela China Vídeo que manteve o título original do inglês mas, nos cinemas chegou como Nas Garras de Shaolin. Assisti a esse filme ainda criança em 1977 no cinema e possuo uma cópia do dvd lançado pela China Vídeo, naquela época os filmes de kung fu era uma febre mundial graças ao lendário Bruce Lee que deu o "ponta-pé" inicial a esse gênero de filmes. Foi um dos primeiros filmes de kung fu que assisti em toda minha vida e tornei-me fã de Alexander Fu Sheng, apesar do final meio bizarro, tem boas cenas de luta e uma fotografia excelente! Muitos críticos acham o filme mais fraco do diretor Chang Cheh, acho que deve ser porquê o filme todo é mostrado em fhasback o que de certa forma, tira um pouco a empolgação do espectador.

Assistir a esse filme hoje remasterizado é uma delícia é voltar ao tempo de infância nas matinês de domingo quando saia de casa para o cinema comprava o ingresso, sentava na poltrona e esperava impacientemente o início da sessão (que sempre lotava) ai sim, meu domingo estava completo! Para quem até hoje gosta desse estilo de filmes deixo aqui uma relação de verdeiras preciosidades do gênero com Alexander Fu Sheng: Cinco Mestres de Shaolin; Os Discípulos de Shaolin; Dois Heróis; Nacha, the Great; Shaolin Archer; O Templo de Shaolin; As Artes Marciais de Shaolin; Armas Lendárias da China; Gato e Rato; Os 10 Tigres de Kuantung

15032016 - KUNG FU O FILME:

Filme foi um filme para TV de 1986, o primeiro de uma série que deu continuidade à história do monge Shaolin Kwai Chang Caine, que
foi introduzido na TV no período l972-l975 com a série Kung Fu. Neste filme,o ator Brandon Lee fêz sua debut, inclusive o filme foi ao
ar em 1986, no dia do aniversário de 21 anos deste ator. No desenrolar do filme, Caine encontra um velho solitário que lhe traz muitas surpresas, sendo a primeira a destruição da ordem Shaolin. Caine, mestre de artes marciais, luta contra um demoníaco Mestre Manchu
em função de antigos problemas sobre drogas.

01022016 - A HORA DO ACERTO:

Para a gangue dos 5 tudo é um videogame: matar policiais, armar emboscadas e criar requintes de crueldade. Quem se torna vítima de suas armadilhas é o inspetor de polícia Wing (Jackie Chan) e todo o seu time de policiais que são brutalmente assassinados. Após a matança, um jovem novato cheio de energia é designado para ajudá-lo. Mas, a Gangue dos 5 volta a agir iniciando uma aventura cheia de ação e vingança.

01012016 - A LENDA DO MESTRE CHINÊS:

Em um mundo de fantasia, habitado por criaturas fantásticas e monstros, um homem chamado Fa Hai (Jet Li) tem uma missão muito importante: manter os demônios longe da humanidade a todo o custo. Hai é um mestre das artes marciais e um poderoso feiticeiro, vindo do Templo Jinsham, e viaja o mundo fazendo muito bem o seu trabalho. Quando o jovem curandeiro Xu Zian (Raymond Lam) está coletando ervas na montanha, conhece uma linda jovem (Eva Huang) por quem se apaixona. Porém, a bela jovem é uma Serpente Branca, um demônio metade humano, metade cobra, que vive com sua irmã, uma Serpente Verde. Do amor proibido entre os dois pode surgir o desequilíbrio das forças que regem o mundo e Fa Hai, junto de seus aliados, fará o impossível para evitar que isso aconteça.

22122015 - O GRANDE MESTRE 2 - COM DONNIE YEN:

 

O filme é uma sequência ao filme de 2008 "Yip Man" (ou "Ip Man"), e baseado na vida de um dos maiores mestres das artes marciais Wing Chun (ou Ving Tsun).
Após os eventos do primeiro longa, a sequência centra nos movimentos de Yip em Hong Kong enquanto ele tenta propagar sua disciplina de Wing Chun e encontra rivalidade com o mestre local de Hung Ga.
O filme também mostrará o jovem Bruce Lee, que mais tarde se tornaria o mais famoso discípulo de Yip Man.

21122015 - O GRANDE MESTRE 1 - COM DONNIE YEN:

Ip Man é adaptado a partir da história de vida Ip Man, o grande mestre do estilo de Wing Chun Kung Fu e Sifu (mestre) da lendária estrela de kung fu, Bruce Lee. Wing Chun tem uma história de mais de 200 anos. Foi fundado por Yim Wing Chun, teve origem nas mãos de Leung Chun, e prosperou com Ip Man. A arte de Wing Chun tornou-se muito popular entre os adeptos das artes marciais, especialmente no ultramar. É uma arte marcial tradicional chinesa com uma formidável reputação internacional. Até esta data não tem havia tido filmes sobre Ip Man. Este filme será o primeiro registro importante da vida do mestre. A persistente devoção de IP ao Wing Chun é um exemplo clássico de amor e respeito demonstrado que Wushu e da liberdade e do espírito que ela representa. Ip Man é um conceito, um espírito, uma maneira de pensar - e que representa um novo pico em Hong Kong’s nos filmes Wushu.

21122015 0 GRANDE MESTRE - 2015 - DUBLADO:
Wong Kar Wai volta às artes marciais em mais um filme de memórias e reencontros
17/04/2014 - 1:08 Marcelo Hessel

"Não é porque você não o vê que algo deixa de existir", diz o pai para a sua filha quando a leva em um bordel onde se reúnem mestres de artes marciais em O Grande Mestre. Coisas que já não se veem mas que persistem à nossa frente, como reminiscências, são recorrentes nos filmes do cineasta chinês Wong Kar Wai (2046), e não é diferente neste seu retorno às artes marciais, quase 20 anos depois do seu único filme no gênero, Cinzas do Passado, de 1994.

É mais um filme de época, como também é comum com Kar Wai, o que lhe permite evocar - por meio da história de Ip Man (1893-1972), o lendário mestre de Wing Chun que foi o mentor de Bruce Lee - memórias pessoais (imagens de infância, a câmera frequentemente em torcicolo ou entrando por frestas, como uma criança alcançando com o olhar o mundo dos adultos) e fantasmas culturais (de novo a cisão entre China e Hong Kong, Norte e Sul, relação que nos filmes do diretor se traduz em amores inviáveis e eternos reencontros).

Os reencontros em O Grande Mestre têm como pano de fundo os últimos anos da República antes da Segunda Guerra Mundial e da invasão japonesa, e a consequente guerra civil. Ip Man (interpretado por Tony Leung) dissemina o Wing Chun enquanto seu caminho se cruza com outras escolas e famílias do kung fu. Kar Wai passou dois anos montando o filme para cortar material e chegar à duração final de duas horas; nesse processo algumas subtramas parecem incompletas, como a de "Razor" (Chang Chen), e O Grande Mestre termina sendo mais um painel que tende a se ampliar do que uma biografia em linha reta.

É em traçar painéis que Kar Wai se especializa, de qualquer forma, e o roteiro deste filme adota um recurso mais "literário" - os personagens falam em off frequentemente e parte das viradas na trama é explicada em cartelas - para tentar firmar imagens que não sejam narrativas e sim evocativas. É como se O Grande Mestre transcorresse como uma história oral - que como toda história oral tende ao efêmero, a perder o foco, a se diluir - em que o valor está no testemunho. Estar presente na fotografia oficial do clã, ou assistir ao vivo a uma demonstração de kung fu, são em si as verdadeiras lembranças dignas de serem contadas.

O cineasta faz assim uma bela - e estilizada, e de Kar Wai não se esperaria outra coisa - homenagem não apenas a Ip Man mas ao gênero como um todo, naquilo que o filme de artes marciais tem de essencial, que é a plasticidade do movimento. O Grande Mestre é um filme obcecado por registrar e eternizar no instante esses movimentos, os golpes e seus efeitos. Como uma fotografia mesmo, que já se torna sépia no momento seguinte, mas vai permanecer colorida, barroca, na memória de quem a testemunhou.

21122025 - O HOMEM COM PUNHOS DE FERRO:
AVALIAÇÃO:

 

Na abertura de O Homem Com Punhos de Ferro, o ferreiro vivido por RZA explica que, para forjar uma arma, são necessários três elementos: o metal correto, temperaturas acima de 1400 ºC e alguém com vontade de matar - exigências existentes na Aldeia Jungle, local onde a história se passa. Quando o assunto é a produção de um bom filme, porém, não há uma fórmula simplista como essa; quanto maior a harmonia entre os vários aspectos de produção, maiores são as chances de um resultado final satisfatório, independente da experiência dos profissionais envolvidos. Infelizmente, estreando em metade das funções que assume, o cantor RZA não consegue produzir uma obra coesa e cativante o bastante para fomentar suas múltiplas carreiras no Cinema.

Como roteirista, RZA já começa mal pela escolha da parceria: co-escrito por Eli Roth (O Albergue), o filme acompanha um sem número de personagens interessados em um carregamento de ouro do Governador (Terence Yin) prestes a atravessar Jungle Village, uma aldeia chinesa do século XIX. Depois que o Leão de Ouro (Kuan Tai Chen) - chefe do clã responsável pelo carregamento - é traído e assassinado, seu filho Zen Yi (Rick Yune) retorna ao vilarejo para vingá-lo, ao mesmo tempo que o cavalheiro inglês Jack Knife (Russell Crowe) chega ao local com intenções misteriosas e se hospeda no bordel da cafetina Madame Blossom (Lucy Liu). Todos eles - incluindo ainda os clãs dos Leões e Hienas ou o casal de Gêmeos Assassinos - acabam cruzando com o Ferreiro (RZA), um negro que economiza para comprar a liberdade da prostituta Lady Silk (Jamie Chung) e cuja absurda presença naquele contexto histórico é justificada através de um longo e desnecessário flashback.

Os dois primeiros terços do filme tratam-se, na verdade, de meras apresentações dos personagens que se envolverão no aguardado confronto final e dos cenários (como o bordel Pink Blossom) que sediarão a disputa. Criando suspense em torno da identidade de um sujeito encapuzado (cuja revelação é tão ineficaz e desestimulante quando o mistério), o filme apresenta embates dotados de coreografias avessas às leis da gravidade e inventivas, mesmo que pouco práticas - e embora a cooperação entre os Gêmeos resulte em movimentos estilosos, é impossível ignorar que vários dos golpes seriam mais eficazes caso os irmãos lutassem separados e usassem a cabeça (porque o homem não retira a arma da bainha da irmã para disparar, ao invés de apontar a perna da mulher na direção de seus alvos?). E enquanto a trilha (composta e produzida também por RZA, em parceria com Howard Drossin) peca pelo uso de hip hops que não se encaixam bem e por abusar do caráter lúdico em determinadas lutas, os diálogos concebidos pelos roteiristas impressionam pela pobreza e pela estupidez: quando o Ferreiro presenteia a amada com uma pulseira e lhe explica que a quantidade de pedras do acessório faz referência à circunferência da Terra (!), a mulher responde com um sincero "Tão esperto!" que confirma a natureza peculiar do conceito de esperteza de RZA e Eli Roth.

Já na direção, RZA não se sai muito mal. Obviamente inspirado por Quentin Tarantino (que "apresenta" o filme, isto é, permite que seu nome seja estampado no pôster para atrair público) - influência que fica evidente tanto na tipografia dos créditos iniciais ou na escolha do elenco (com Lucy Liu, Pam Grier e, especialmente, Gordon Liu praticamente reencarnando seu icônico Pai Mei) quanto no uso indiscriminado e equivocado de telas divididas no ato final -, o diretor tenta criar uma homenagem a filmes de artes marciais semelhante à feita em Kill Bill, mas é substancialmente sabotado pelo próprio roteiro. Embora se exceda em alguns momentos (como no desajeitado uso de grua para ressaltar a beleza natural de uma caverna usada como locação), RZA até sabe para onde apontar a câmera, registra de forma pouco confusa as lutas e cria planos esteticamente belos (esguichos de sangue ou dispersão de material particulado em câmera lenta costumam facilitar esse trabalho), mas não consegue conferir ritmo a uma narrativa com pouca história pra contar ou injetar urgência, por exemplo, nos confrontos envolvendo o vilão Brass Body (Dave Bautista), cuja invencibilidade é comprovada desde sua primeira aparição e implica em um desfecho obviamente arbitrário.

Um dos maiores problemas do filme, porém, é a tentativa desastrada de transformar o personagem do Ferreiro em uma figura icônica, empurrando-lhe à força o cargo de protagonista no terço derradeiro do longa - o que nos leva, finalmente, ao trabalho de RZA como ator, que compromete de vez o filme. Sua notável falta de talento e expressividade destoa sensivelmente do restante do elenco - e quando seu personagem tem os braços cortados, o impacto é anulado pela impressão de que RZA parece muito mais entretido com a chance de brincar de Cinema do que preocupado em produzir uma obra atraente.

Com uma narração cujo mau gosto é evidenciado e extremado pelo uso da locução conjuntiva "Enquanto isso..." e povoado por personagens cujos nomes tentam alcançar um divertimento calcado na mais pura obviedade, O Homem Com Punhos de Ferro é uma obra vazia cujo divertido clímax não é capaz de compensar os aborrecidos eventos que o antecedem ou, especialmente, de estabelecer RZA como um artista multifacetado.

20122015 - NO CORREDOR DA MORTE
AVALIAÇÃO: 3,2

 

Bem-vindos a Alcatraz. "A Rocha" está reaberta e o primeiro criminoso designado para morrer na cadeira elétrica guarda um segredo de 200 milhões de dólares. Mas um grupo de invasores (liderados por Morris Chestnut) não vai deixar essa fortuna desaparecer. O disfarçado agente do FBI em Alcatraz, Petrosivitch (Steven Segal) tem que controlar a situação e resgatar uma agente da Suprema Corte de Justiça mantida como refém. Ainda pior do que isto, ele precisa convencer seu "parceiro" (Ja Rule) e os outros presos a lutar do lado da lei.

29112015 - A KAGEMUSHA - A SOMBRA DO SAMURAI
AVALIAÇÃO: 4,7

Filme de Kurosawa fala sobre disputa pelo poder no Japão do século 16

 

"Kagemusha - A Sombra do Samurai" teve produção difícil. Apesar de sua importância para a história do cinema mundial, Kurosawa ouviu negativas de diversas produtoras japonesas, o que explica a terrível decadência que a cinematografia do país enfrentou desde o final dos anos 1960.

Somente quando foi aos EUA, onde encontrou George Lucas e Francis Ford Coppola, admiradores de seu trabalho, a produção do filme tornou-se uma realidade. Os dois jovens diretores da Nova Hollywood conseguiram um adiantamento da Fox em troca dos direitos de distribuição internacional, o que incentivou a Toho, produtora japonesa que já havia realizado filmes de Kurosawa, a entrar de vez no projeto, cobrindo os custos restantes. Nasce, assim, um monumento inesquecível de três horas sobre a disputa pelo poder entre três senhores feudais no Japão do século 16.

O senhor Shingen comanda o clã dos Takeda com firmeza, determinação e uma boa dose de violência. Sua presença, "imóvel como uma montanha", diz o estandarte dos Takeda, garante a força que seus comandados precisam nas batalhas. Mas ele é ferido gravemente, num momento de lazer e descuido. Sua morte iminente enfraqueceria o clã, deixando-o vulnerável às ambições de seus maiores inimigos, os senhores Ieyasu e Nobunaga. A solução é usar um sósia no lugar de Shingen, escondendo a morte até mesmo de seus comandados. O sósia seria um ladrão condenado à crucificação (sim, tempos feudais).

Aos poucos, o que é bem típico de Kurosawa, percebemos que o sósia não apenas imita, mas acredita ser o próprio senhor Shingen. Essa crença, que muitas vezes se assemelha mais a uma possessão, será um agravante na crise que se instalou na nação, cada vez mais dividida.

O grande historiador de cinema Donald Richie contesta a escalação de vários atores, inclusive a de Tatsuya Nakadai no papel duplo do Senhor Shingen e do sósia. Com todo o respeito a Richie, é difícil enxergar as deficiências que ele aponta no grande ator, que já havia trabalhado com Kurosawa, mas nunca como protagonista. Tatsuya Nakadai é excessivamente teatral, segundo Richie, mas é impossível imaginar um outro ator no papel. Bem, talvez Toshiro Mifune, mas Kurosawa tinha brigado com ele durante as filmagens de "O Barba Ruiva" (1965), e se recusava a contratá-lo novamente.

As atuações combinam com a opulência que marca "Kagemusha", um dos longas mais controlados e estruturados do mestre. O uso das cores mostra sua habilidade pictórica. Céus vermelhos ou incrivelmente alaranjados temperam as cenas de batalha. Em uma cena de pesadelo, o sósia se perde num cenário fauvista que lembra as telas mais berrantes de André Derain. Nas batalhas, aliás, reside uma boa dose de mistério, em que ora o inimigo é ocultado, ora a própria ação.

A versão lançada agora em DVD é a japonesa, integral, não a que a Fox remontou, com a aprovação de Kurosawa, para a distribuição internacional, com 17 minutos a menos. O relativo sucesso mundial de "Kagemusha" recuperou o diretor diante da indústria japonesa e possibilitou a produção de "Ran", mais uma obra-prima, cinco anos depois.

22112015 - AZUMI 2:

Azumi continua a sua grande aventura nessa produção que segue a linha do primeiro filme, com direito a uma boa história e cenas de ação da melhor qualidade, com brigas de espada habilmente coreografadas. É inspirado em um famoso jogo do videogame PS2. Dessa vez, Azumi, armada com a sua espada, parte para a mais difícil batalha de sua vida. Munida com muita coragem e habilidade, ela vai brigar até o final para preservar a unidade nacional e manter a paz no Japão.

22112015 - AZUMI 1:

Uma guerra no Japão faz com que o país seja devastado. Desesperado em restaurar a paz, Tokugawa Shogun, líder de um clã, ordena o assassinato de um comandante inimigo. Para realizar a tarefa é selecionada Azumi (Aya Ueto), uma jovem e bonita mulher que foi selecionada ao nascer, juntamente com outros 9 órfãos, para se tornar uma assassina.

102015 - FÚRIA SILENCIOSA - DUBLADO:
AVALIAÇÃO: 2,7

Chuck Norris, seis vezes campeão mundial de Karate, estrela em seu primeiro filme de suspense como o durão xerife de uma pequena cidade do Texas aterrorizada por um assassino psicótico. O delegado Stevens (Norris) enfrenta o dilema de deter o invencível assassino, concebido virtualmente através da engenharia genética. Um jovem grupo de pesquisadores é o responsável por desenvolver um soro geneticamente modificado e a chefia do instituto de pesquisas está determinada a continuar a experiência, sem se importar com as consequências. Norris aparece em lutas espetaculares, enfrentando sozinho uma dúzia de brutais motociclistas, enquanto revela seu lado mais charmoso, ao reatar um antigo romance com Alison Halman (Toni Kalem), uma pesquisadora do instituto. Aventura e romance são o pano de fundo, enquanto Norris combate o assassino.

121023015 - CHENZHEN A LENDA DOS PUNHOS DE AÇO - DUBLADO:
AVALIAÇÃO: 4,4

Sete anos após a morte aparente de Chen Zhen, que recebeu um tiro depois de descobrir o responsável pela morte de seu professor na Shangai ocupada pelos japoneses, um estranho misterioso chega do exterior e faz amizade com um chefe da máfia local.
Esse homem é Chen Zhen disfarçado que pretende se infiltrar na máfia enquanto eles fazem uma aliança com os japoneses.
Disfarçado como um lutador encapuzado, Chen intenciona pegar todos os envolvidos, bem como colocar as mãos na lista de assassinatos preparada pelos japoneses.

11102015 - NINJA ASSASSINO - 2010 - DUBLADO:
AVALIAÇÃO: 3,5

Embora os fãs mais exigentes de artes marciais possam se decepcionar um pouco com o fato de todas as lutas acontecerem na escuridão da noite e, portanto, com suas coreografias pouco visíveis e apreciáveis.

De qualquer forma, a trama é bem armada para o gênero: em Berlim, a investigadora forense Mika (Naomie Harris) descobre que clãs milenares de guerreiros ninjas - talvez - pudessem estar em ação até os dias de hoje, vendendo seus serviços de assassinatos profissionais para governos totalitários, literalmente, a peso de ouro. Apostando fundo em suas investigações, os caminhos de Mika se cruzam com os de Raizo (vivido pelo astro sul coreano que se assina apenas como Rain), rapaz que desde criança se submeteu aos mais rígidos e violentos treinamentos ninja, mas que agora... bem, é melhor não falar mais nada para não estragar o que acontece depois. Para isso, já existem os trailers.

Alternando as cenas atuais com flashbacks, o roteiro propõe que o público vá, aos poucos, montando em sua mente o quebra-cabeças da história. Nada muito complexo, mas o recurso se mostra eficaz o suficiente para manter o interesse pela trama. Neste sentido, provavelmente visando o espectador mais desatento, o diretor reservou uma cena especial que chega a ter seu humor: durante uma fuga, Mika diz a Riazo: "Deixa ver se eu entendi direito...", e começa a explicar tudo o que aconteceu até então, caso o espectador não esteja prestando muita atenção ou tenha saído para comprar pipoca. São concessões comerciais compreensíveis para o gênero.

O nível técnico de produção de Ninja Assassino é dos mais satisfatórios, com pirotecnia, fotografia, cenografia, edição e efeitos de bom nível. E não por acaso: entre seus produtores estão Joel Silver e os irmãos Wachowsky, responsáveis, entre outros, pelo sucesso da franquia Matrix.

Mesmo sem ser fora de série, Ninja Assassino é um filme corajoso, nestes tempos em que os estúdios de Hollywood preferem investir em personagens previamente conhecidos de outras mídias. Trata-se de um material original, desenvolvido para o cinema, não baseado em histórias em quadrinhos, nem em seriados de TV, nem em livros de sucesso. Se der certo, aí sim, as aventuras de Raizo podem vir a ser um seriado de televisão ou uma franquia de cinema. As bilheterias dirão sim ou não.

Como entretenimento funciona bem.

BRADDOCK 1 - O SUPER COMANDO:
AVALIAÇÃO: 2,2

Soldados americanos ainda estão sendo mantidos como prisioneiros no vietnã – e cabe a um homem trazê-los para casa, nesta aventura de ação estrelando o superstar das artes marciais Chuck Norris. Após ousada fuga de um campo de prisioneiros no Vietnã, o Coronel das Forças Especiais James Bradock (Chuck Norris) parte em missão para localizar e resgatar os recrutas desaparecidos remanescentes. Com a ajuda da bela funcionária do Departamento de Estado (Lenore Kasdorf) e de um ex-colega do Exército (M. Emmet Walsh), Braddock reúne informação altamente confidencial e armamento de última geração. Agora este exército de um homem só está preparado para invadir o Vietnã… mas será que ele conseguirá voltar?

11102015 - BRADDOCK 2 - O INICIO DA MISSÃO:
AVALIAÇÃO: 2,5

A história antecede o primeiro filme mostrando a captura do coronel Braddock durante a Guerra do Vietnã. Junto a outros soldados, é forçado a trabalhar em plantações de ópio para traficantes em um campo de prisioneiros. Mas Braddock fará de tudo para fugir e resgatar seus companheiros.

10102015 - BRADDOCK 3:
AVALIAÇÃO: 2,5

 

Saigon, 1975 O Coronel James Braddock deixou para trás mais do que recordações: seu filho. E está vivo ! Agora... 12 anos depois, não é só um soldado perseguindo o inimigo, é um pai procurando pelo filho. Até que descobre uma geração ignorada. Os órfãos de uma guerra esquecisa. Agora Braddock está numa heróica missão de clemência. Está lutando por todo mundo que não pode revidas. E que ninguém se ponha em seu caminho. Eu tiro do caminho! Fechando com chave de ouro a trilogia Braddock.

07102015 - OLHO POR OLHO
AVALIAÇÃO: 2,9

Sean Kane (Chuck Norris) se aposenta da polícia de São Francisco após o assassinato de seu parceiro, passando a enfrentar o crime por conta própria, o que o leva a investigar uma rede de tráfico de drogas. Com o grande Sir Christopher Lee (1922-2015), onde ele faz o vilão.

02102015 - TRILOGIA SAMURAI X
AVALIAÇÃO: 3,8

Um Box excelente.

 

 

10102015 - 13 ASSASSINOS
AVALIAÇÃO:

Um grupo arma um plano para emboscar Sir Doi e seus homens em uma cidadezinha e traça preparativos para enfrentá-lo junto com seus 70 homens. Porém o ardil é descoberto por uma família samurai rival, que fortalece a proteção à Sir Doi com mais 130 guerreiros. Assim, os 13 Assassinos do filme precisam encarar nada mais, nada menos que 200 guerreiros em um combate até a morte.

A primeira metade do filme é lenta, com tomadas paradas e bastante abertas; e cobre todos os esquemas e maquinações políticas que precisam ser feitas até os samurais traçarem seu plano, incluindo o forjar de alianças e subornos. Vemos o recrutamento de um samurai por vez e entendemos que o Japão vive há anos um período de paz, no qual a função do guerreiro se perdeu. Samurai algum já esteve em uma batalha, nem entre os protetores de Sir Doi, nem entre os Assassinos. A chegada de um Ronin que se junta ao grupo os fortalece sobremaneira e o expectador começa a se preparar para o que será um banho de sangue.

A produção construiu uma cidade inteira (à maneira que era feito antigamente, em filmes como Conan – o Bárbaro), apenas para destruí-la por completo durante as filmagens. Não dá para não se impressionar com as cenas de luta, absolutamente perfeitas. Não há poesia, apenas a crueza da batalha. Não espirra sangue em CGI ou câmeras lentas como em 300 e suas crias; a função da batalha é ser o mais vibrante e real possível. Os Assassinos partem para a morte, mas não perdem o senso de estratégia e o motivo maior de sua missão. Para eles, fracassar, significa lançar o mundo em uma Era de Caos. Se Sir Doi viver e tomar parte no Conselho do Shogun, tudo estará perdido.

01102015 - O REINO DOS ASSASSINOS:
AVALIAÇÃO:

Na antiga China, Zeng Jing (Michelle Yeoh) é uma assassina habilidosa que se encontra na posse da metade dos restos de um monge místico budista. Diz a lenda que quem possuir todos os seus restos mortais se tornará o maior lutador de kung-fu da China. Ela inicia, então, uma jornada para devolver os restos em seu lugar de repouso, abandonando seu grupo de assassinos e tentando ter uma vida normal. Mas, ao mesmo tempo, Zeng coloca-se em perigo, pois uma equipe de assassinos está em perseguição para possuir estes restos mortais e o seu segredo de poder.

30092015 - KUNG FU KILLER:
AVALIAÇÃO:

No elenco do filme estão os atores Donnie Yen, Charlie Yeung, Baoqiang Wang, Kang Yu e mais. O lançamento no ocidente está agendado para 24 de Abril de 2015 nos cinemas dos Estados Unidos.
Um assassino em série vicioso está mirando melhores mestres de artes marciais, e mestre criminoso e kung-fu condenado Hahou ( Donnie Yen ) é o único com as habilidades para detê-lo.
Libertado da prisão e sob custódia da polícia, eles logo têm suas dúvidas sobre a verdadeira lealdade de Hahou após uma série de acontecimentos misteriosos. Caçado por um assassino imparável (Baoqiang Wang) e toda a força policial, Hahou encontra-se em sua própria luta contra dois inimigos, levando-o a uma batalha final eletrizante.


 

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