QUEM FOI JACK - O ESTRIPADOR ??


070702017 - WALTER SICKERT:

Jack, o Estripadorr, foi o primeiro criminoso a virar celebridade. Depois de 129 anos, ele é nome de pub em Londres, tem roteiro turístico e batiza até um drinque vermelho-sangue. Sobre ele, foram escritos mais de 200 livros com variadas hipóteses. Anthony Perkins e Klaus Kinsky já o representaram no cinema. Mas o curioso, no caso de Jack, é que ele é uma celebridade sem rosto - algo impensável nos dias de hoje. Está nas livrarias - depois de ter causado polêmica nos Estados Unidos - o livro Retrato de um Assassino, a mais recente tentativa de dar identidade ao criminoso que estripou pelo menos cinco prostitutas no miserável bairro londrino de Whitechapel no fim do século XIX.

O saboroso é que, desta vez, Jack foi investigado pela mais excêntrica escritora policial. A americana Patricia D. Cornwell ganhou uma legião de fãs ao criar na ficção a médica-legista Kay Scarpetta, que entre os desenlaces de uma complicada vida familiar e amorosa desvenda a identidade de serial killers fazendo os mortos falar na mesa de seu necrotério. Em 2001, Cornwell foi convidada a visitar a Scotland Yard. Uma rotina na vida da escritora, que, ao botar o pé em alguma cidade, é sempre convocada a passear pelo que há de mais apavorante: túmulos, necrotérios, prisões. Era de esperar que o assunto recaísse no fracasso histórico da prestigiada instituição: ele, Jack. De dentro do catálogo de possíveis rostos do estripador, o pintor Walter Sickert (1860-1942) a encarou. Cornwell não pôde mais dormir em paz. Provar que Sickert era Jack tornou-se uma obsessão. A ponto de confessar: 'Sinto que Sickert está sugando minha vida'.


WALTER SICKERT

Foi assim que a escritora se confundiu, na vida real, com seu alter ego da ficção, a doutora Kay Scarpetta. Não poupou sua fortuna pessoal para arrancar a verdade dos mortos um século depois. Gastou mais de US$ 4 milhões para desvendar o mistério. Contratou especialistas forenses, estudiosos de caligrafia, pesquisadores da obra de Sickert. Descobriu que cartas do estripador à polícia tinham a mesma marca-d'água da correspondência do artista. Chegou ao requinte de comprar 30 pinturas, algumas ao preço de US$ 70 mil, e destruir parte delas em busca de impressões digitais.

Não houve o que Cornwell não tenha feito na sanha de provar que Walter Sickert - discípulo de Whistler, amigo de Oscar Wilde, admirador de Degas - e Jack, o Estripador, eram a mesma pessoa. Ela fez o que o inspetor Fred Abberline teria feito se tivesse os recursos de hoje. E teve todas as dificuldades de quem rastreia pistas deixadas há mais de um século - como descobrir que a plastificação das cartas atribuídas ao estripador tinha inviabilizado a identificação do DNA.

'Sinto que Sickert está sugando minha vida', disse Cornwell

Ao final, conseguiu muitas provas e coincidências - algumas impressionantes -, mas nenhuma conclusiva o suficiente para que se considere o 'caso encerrado'. Depois de mais de 100 testes com resíduos da saliva deixada ao selar envelopes, conseguiu o melhor resultado: uma seqüência de DNA mitocondrial de uma célula coletada em uma carta do estripador igual à encontrada em duas correspondências de Sickert. O problema do DNA mitocondrial - pinçado fora do núcleo da célula - é que ele não é exclusivo. A coincidência teria sido forte o suficiente para colocar Sickert no banco dos réus, mas a seqüência é igual à de 1% da população.

Walter Sickert, cujo corpo foi cremado, era uma figura bem intrigante. É considerado um dos melhores impressionistas ingleses, o que não significa muito na história da arte. Uma série de gravuras macabras de prostitutas, feitas 20 anos depois dos crimes, o colocou há muito na extensa lista de suspeitos. Privilégio que divide, entre outros, com figurões como o neto da rainha Vitória, o duque de Clarence, e até o criador de Sherlock Holmes, sir Arthur Conan Doyle.

A escritora descobriu que Sickert - três casamentos e nenhum filho - colecionava em vida todos os clichês que se imagina na biografia de um assassino compulsivo: pai dominador, uma fístula no pênis que pode tê-lo deixado impotente, ódio às mulheres, amor pelos disfarces, personalidade manipuladora e atração pela face sombria de Londres. Essa parte da história, que poderia ser fascinante, é a mais pobre. No quesito psicologia, Kay Scarpetta teria feito melhor. Sua criadora, Cornwell, escorrega na interpretação barata e começa a ver indícios em tudo. Esquece que, se Sickert reúne todos os ingredientes de um psicopata, isso não o torna um.

Poucas pessoas teriam mais razões para lembrar disso que Cornwell, de 47 anos. Ela assistiu a mais de 200 necropsias, trabalhou seis anos num necrotério, sofreu um estupro quando era repórter policial,
teve um caso com uma agente do FBI cujo marido ciumento armou uma emboscada para a mulher nos porões de uma igreja, já esteve num centro de reabilitação para dependentes de álcool depois de bater o carro bêbada, tem crises maníaco-depressivas e anda armada. Tudo isso a transformou numa escritora policial milionária, não numa assassina. É bem possível que Sickert tenha mesmo cometido os crimes, mas ele também pode ter sido apenas o que se sabe: um pintor talentoso. Ao final da mais completa investigação sobre a identidade de Jack, o que se descobre é que o mistério continua.

06072017 - QUEM FOI JACK:

Na segunda metade de 1888, Londres foi aterrorisada por uma série de assassinatos aos redores de WhiteChapel.
O nome “Jack o Estripador”, foi tirado de uma carta enviada a um jornal na época por alguém que dizia ser o assassino. As vítimas eram normalmente prostitutas que tiveram suas gargantas cortadas e corpos mutilados. Em alguns casos os corpos foram descobertos apenas alguns minutos depois do assassino ter deixado a cena do crime.
A polícia na época tinha muitos suspeitos, mas nunca teve provas suficientes para condenar ninguém.
A identidade de Jack o Estripador é provavelmente o mais famoso mistério não resolvido da história. Com o horror e a crueldade em torno dos acontecimentos, a historia se tornou um tema cada vez mais popular nos últimos anos com muitos novos suspeitos que estão sendo adicionados.
Esta lista analisa 10 dos suspeitos mais interessantes – alguns considerados pela polícia na época, e outros surgiram recentemente.

10 - LEWIS CARROLL:l

Lewis Carrol foi o escritor de “Alice no país das maravilhas” (Sua principal obra).
Nasceu em Daresbury, 27 de janeiro de 1832 e morreu em Guildford, 14 de Janeiro de 1898.
Foi adicionado à lista de suspeitos baseado em uma série de anagramas escondidos em suas obras, que ele mesmo admitiu que existiam, não expecificando-os.
Anagramas indicadores da suspeita foram achados por Richard Wallace, o defensor da teoria, ele explica que em certos momentos dos livros “A enfermeira Alice”, uma adaptação de “Alice no País das Maravilhas” para leitores mais jovens e, a partir do primeiro volume de “Sylvie e Bruno” de Carrol, ele dizia ter assistido a morte do amigo Thomas Vere Bayne e Wallace alegou que os livros continham escondidas mais descrições subliminares dos assassinatos.

Essa teoria foi adicionada ao livro de Richard – “Jack o Estripador”, mas maioria dos estudiosos não levam essa história a sério.

09 - PRINCÍPE ALBERT:

O príncipe Albert Victor, Duque de Clarence.
Nasceu em 08 de janeiro de 1864 e morreu em 14 Janeiro 1892.
Foi mencionado pela primeira vez na imprensa como um suspeito em potencial, em 1962, quando o autor Philippe Jullian publicou uma biografia de seu pai, Eduardo VII do Reino Unido.
A teoria foi trazida à atenção do público maior em 1970, quando o Dr. Thomas EA Stowell publicou um artigo no “O criminologista” que revelou sua suspeita de que o príncipe Albert Victor tinha cometido o assassinato após ter sido levado à loucura pela sífilis. A sugestão foi amplamente rejeitada por que Albert Victor tinha fortes àlibis para os assassinatos, e é improvável que ele sofria de sífilis.

08 – JILL A ESTRIPADOR:

Arthur Conan Doyle e William Stewart desenvolveram teorias que envolvem uma assassina apelidada de “Jill, a Estripadora”.
Defensores desta teoria acreditam que ela trabalhava, ou que fingia trabalhar como uma parteira. Ela poderia ser vista com roupas ensanguentadas sem atrair atenção indesejada e suspeita, e seria mais fácil ter a confiança das vítimas. Uma suspeita apontada com o perfil citado é Maria Pearcey, que em outubro de 1890, matou a mulher e o filho de seu amante, embora não exista indicação de que ela tenha sido uma parteira.
EJ Wagner, em “A Ciência de Sherlock Holmes”, oferece, de passagem, outra possível suspeita, Constance Kent, que ficou presa por 20 anos pelo assassinato de seu irmão mais novo quando tinha 16 anos de idade.

07 – DR THOMAS NEILL CREAM:

Cream foi um médico secretamente especializado em abortos.
Ele nasceu na Escócia, educado em Londres, morou também no Canadá e, mais tarde, em Chicago, Illinois.
Em 1881 ele foi considerado responsável por vários assassinatos por envenenamento de seus pacientes de ambos os sexos.
Originalmente não havia nenhuma suspeita de assassinato, nestes casos, mas ele exigiu fazer exame dos corpos, aparentemente numa tentativa de chamar a atenção para si mesmo.
Preso na Penitenciária do Estado de Illinois em Joliet, Illinois, ele foi solto em 31 de julho de 1891, por bom comportamento. Movendo-se para Londres, ele retomou sua série de assassinatos e foi logo preso.
Ele foi enforcado em 15 de novembro de 1892. Segundo algumas fontes, suas últimas palavras foram relatados como sendo: “Eu sou Jack …”, interpretada no sentido de Jack, o Estripador. Ele ainda estava preso no momento dos assassinatos do Estripador, mas alguns autores têm sugerido que ele poderia ter subornado funcionários e deixado a prisão antes de seu julgamento oficial, ou que ele deixou um sósia para ficar na prisão em seu lugar.

06 – FRANCIS TUMBLETY:

Francis Tumblety era um medico aparentemente sem instrução ou autodidata, irlandês-americano passou sua infância em Rochester, Nova York, onde ele foi supostamente treinado como um médico homeopata no Hospital Hahnemann. Ele ganhou uma pequena fortuna posando como um “garoto propaganda” médico em todo o Estados Unidos e Canadá e, ocasionalmente, viajando por toda a Europa também.
Tumblety estava na Inglaterra em 1888 e tinha visitado o país em outras ocasiões, durante uma viagem ficou muito amigo do escritor Thomas Henry Hall Caine, com quem supostamente teve um caso homossexual.
Ele alegou ter tratado muitos famosos pacientes Ingleses na epoca, incluindo Charles Dickens, para uma variedade de doenças. Ele foi preso em 7 de Novembro de 1888, sob a acusação de “atentado violento ao pudor”, aparentemente por homossexualismo. Sofreu acusações dos Estados Unidos por seus golpes, incluindo a venda de atestados médicos que dispensavam soldados durante a Guerra Civil Americana e representar um comandante renomado.
A noticia de sua prisão levou alguns a sugerirem que ele era o Estripador

05 – AARON KOSMINSKI:

Kosminski era um membro da população polonesa judaica de Londres.
Ele trabalhou em Londres como um cabeleireiro, mas ele nasceu em Kłodawa.
Foi apontado como louco e internado no asilo Colney Hatch Lunatic, em fevereiro de 1891. Ele foi apontado como suspeito pelo chefe de policia Constable Melville Macnaghten, que afirmou que tinha fortes razões para suspeitar dele, que ele “tinha um grande ódio da esposa, com fortes tendências homicidas”.
Aaron Kosminski reúne alguns dos critérios do perfil geral dos assassinos em série, conforme descrito pelo FBI. Ele também viveu proximo aos locais dos assassinatos.

04 – THOMAS HAYNE:

Em novembro de 2008, informou um jornal que os arquivos liberados Broadmoor hospital de alta segurança indicam que Thomas Hayne Cutbush pode ter sido responsável pelos assassinatos, que cessaram a partir do momento da sua detenção.
Cutbush foi enviado para a enfermaria de Lambeth, em 1891, sofrendo delírios que podem ter sido causados pela sífilis. Depois de esfaquear uma mulher e de tentar esfaquear um segundo, ele foi declarado insano ele foi enviado para Broadmoor, onde permaneceu até sua morte em 1903.
O jornal também informou que Cutbush era sobrinho de um superintendente da Scotland Yard, e especulou que isso pode ter levado a um encobrimento da identidade do assassino. A idéia de que Cutbush foi o Estripador foi levantada pela primeira vez pelos jornais logo após sua prisão.

03 – SIR WILLIAM GULL:

Gull era um médico comum da rainha Victoria. Ele foi nomeado como o Estripador, como parte da evolução da teoria da conspiração maçônica / real. Graças à popularidade desta teoria entre escritores de ficção e de sua natureza dramática, Gull aparece como o Estripador em vários livros e filmes (incluindo um filme de TV “Jack, o Estripador” em 1988 estrelado por Michael Caine e da graphic novel From Hell escrita por Alan Moore). É bem possível que a “indicação” como um suspeito é devido a um acontecimento estranho ligado a sua carreira.
Em abril de 1876 Gull foi um dos médicos chamados para “o convento”, a casa do advogado Carlos Bravo, quando ele foi envenenado. Gull (como os outros médicos) fez o que pôde fazer, mas ele foi prejudicado por não conhecer a natureza do veneno envolvido, que seria sua especialidade. Gull iria testemunhar no processo, o juiz mandou dobrarem a vigilia sobre o suspeito, mas algumas horas depois ele foi encontrado morto, havia cometido suicídio.

02 – GEORGER CHAPMAN:

Chapman nasceu em Seweryn Klosowski na Polônia, mas foi para o Reino Unido em algum momento entre 1887 e 1888, assumindo o nome de Chapman (nenhuma relação com Annie Chapman, uma das vítimas). Sem dúvida uma personagem hipócrita e frio que se comprometeu várias veses, ele era culpado de sucessivamente ter envenenado três de suas esposas, crimes pelos quais ele foi enforcado em 1903. Ele vivia em Whitechapel, em Londres, na época dos assassinatos, onde ele tinha estado a trabalhar como barbeiro desde que chegou na Inglaterra.
Era uma vez o suspeito favorecido e é considerado por muitos comentaristas modernos o assassino mais provável. Chapman é indicado como tendo as perícias médicas necessárias para realizar as mutilações (embora o nível de habilidade evidenciada pelo estripador é uma questão de debate, e dividiu opiniões médicas na época). No entanto, o principal argumento contra ele é o fato de que ele matou suas três esposas com veneno, e é raro (embora não impossível) para um serial killer.

01 – MONTAGUE JOHN DRUITT:

Druitt nasceu em Wimborne Minster, Dorset, Inglaterra, filho de um proeminente médico local. Ele foi educado na faculdade de Winchester e New Oxford. Graduou-se em Oxford em 1880.
Ele trabalhava como advogado e um defensor do governo até sua morte. Seu corpo foi encontrado flutuando no rio Tâmisa. Exames médicos sugeriram que seu corpo foi mantido no fundo do rio há várias semanas por pedras colocadas nos bolsos.
O júri do legista concluiu que ele cometeu suicídio por afogamento. Seu desaparecimento e morte logo após o assassinato quinto e último do assassino e as supostas “informações confidencias” levaram alguns dos investigadores a sugerir que ele era o Estripador, o que explica o fim da série de assassinatos.

AS VÍTIMAS:

01 - MARY ANN NICHOLS:

Polly Nichols, a primeira vítima do Estripador, tinha aproximadamente 44 anos quando foi assassinada. Ela era extremamente pobre e conhecida por apreciar a bebida. Ela foi vista viva pela última vez por volta de 2h38 da manhã em 31 de agosto de 1888 e foi encontrada por volta das 3h45, jogada na estreita e pouco iluminada rua Buck’s Row em Whitechapel. Ela ainda estava viva quando foi encontrada, mas morreu poucos minutos depois. Polly Nichols sofreu uma laceração de cerca de 20 centímetros na garganta, o que rasgou as artérias principais em cada lado do pescoço. Nichols também sofreu incisões adicionais no pescoço, bem como lacerações violentas no abdome.

02 - ANNIE CHAPMAN:

A segunda vítima era uma viúva alcoólatra de 47 anos que se sustentava parcialmente com a prostituição após a morte do marido. Ela foi vista com vida pela última vez no dia 8 de setembro de 1888, às 5h30 na Hanbury St., com um homem descrito como “um cavalheiro desarrumado”. Alguns minutos depois, outra testemunha ouviu uma mulher soltar um grito abafado de “Não!” por trás da cerca entre seu jardim e a 29 Hanbury St., seguido de um baque contra a cerca. Menos de meia hora depois, um morador do local encontrou o cadáver de Chapman. Chapman foi encontrada com os pés empurrados em direção ao seu corpo, com os joelhos no ar e separados. Sua garganta foi cortada profundamente da esquerda para a direita e sua língua inchada sugeria que a causa da morte havia sido estrangulamento. O abdome de Chapman foi cortado e deixado aberto – seus intestinos foram removidos e colocados no seu ombro. Uma parte da genitália, bem como seu útero e sua bexiga foram retirados. A exatidão das incisões sugere que o assassino tivesse algum conhecimento sobre anatomia

03 - ELIZABETH STRIDE:

Na noite em que encontrou Jack, o Estripador, Stride tinha 45 anos e havia bebido um pouco antes. Stride ocasionalmente se envolvia em prostituição, mas pouco antes de morrer havia sido vista recusando uma proposta. Ela foi vista pela última vez em um domingo, 30 de setembro de 1888, à 00h35, falando com um homem com um pacote embrulhado em jornal. Cerca de 25 minutos depois, ela foi encontrada em Dutfield’s Yard, um beco escuro da Rua Berner. Suas pernas foram empurradas em direção ao corpo – joelhos no alto – com um lenço amarrado no pescoço. A garganta de Stride foi profundamente cortada no lado esquerdo, com uma incisão menor à direita. A temperatura do corpo e a ausência de mutilações sugerem que o Estripador pode ter sido interrompido pelo homem que descobriu o cadáver.

04 - CATHERINE EDDOWES:

Com 46 anos e sofrendo de uma doença dos rins, Eddowes era alcoólatra e conhecida como uma pessoa inteligente e educada. Na noite de seu assassinato, ela havia sido levada em custódia policial por embriaguez em público e liberada pouco antes da 1h00. Eddowes foi vista viva pela última vez à 1h35, por três homens que saíam de um bar. Ela estava falando com um homem de bigode perto da Praça Mitre – uma área pequena e cercada em Whitechapel. Dez minutos depois, um policial encontrou o corpo de Eddowes na praça.
Como as outras vítimas do Estripador, sua garganta foi rasgada e suas pernas abertas com os joelhos erguidos. O corpo de Eddowes foi totalmente aberto desde o reto até o esterno. Suas entranhas foram espalhadas sobre ela – os intestinos sobre os ombros e por baixo do braço. O nariz de Eddowes foi arrancado e incisões profundas e violentas marcavam suas pálpebras e bochechas. A incisão em sua garganta foi determinada como a causa da morte. A maior parte de seu útero foi removido, assim como seus rins. Em conjunto, as incisões e a remoção de órgãos sugeriram ao legista que o assassino tinha experiência em anatomia humana.

05 - MARY JANE KELLY:


MARY KELLY, A QUINTA VÍTIMA. OU NÃO?

Diferentemente das vítimas anteriores, Kelly, aos 25 anos, era jovem e considerada atraente. Porém, como as outras, ela era uma prostituta e conhecida por beber. Ela foi a única vítima canônica a ser assassinada em um ambiente interno. Com essa privacidade, o Estripador criou a sua obra mais repugnante.

Kelly foi vista viva pela última vez na sexta-feira, 9 de novembro, depois das 2h00, entrando em seu apartamento, em Miller Court, acompanhada por um homem de bigode e que carregava um pacote. Às 10h45, o locatário entrou no apartamento de Kelly para receber o aluguel e encontrou o seu corpo. Ela estava deitada parcialmente vestida em uma camisola, com os pés recolhidos em direção ao corpo, joelhos dobrados para cada lado e as pernas abertas na já conhecida forma em que o Estripador deixava suas vítimas. Kelly foi a mais mutilada das vítimas do Estripador; seu rosto estava praticamente destruído, tendo sido cortado e apunhalado repetidamente, sendo que alguns traços foram inteiramente removidos. Sua garganta foi cortada tão profunda e violentamente que até mesmo suas vértebras tinham marcas de faca. Seus seios, bem como seus órgãos e entranhas foram empilhados embaixo de sua cabeça e ao longo de seu corpo. Pedaços de carne tirados da barriga e das coxas foram colocados no criado-mudo ao lado de sua cama. Parte do seu coração estava faltando e havia evidências de que um machado havia sido usado no crime, juntamente com uma longa faca afiada.

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